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Crise política ao menos serviu para desmascarar setores da imprensa que torcem contra o país juntos com a esquerda



Agora é tarde para disfarçar. A crise política que tem causado bilhões em prejuízos para os brasileiros tinha que servir ao menos para alguma coisa. Independente das denúncias contra o presidente Michel Temer, todas elas extremamente artificiais, diga-se de passagem, seu esforço para recolocar o país nos trilhos após a maior e mais longa recessão da história é notável.

Neste momento, é perfeitamente possível identificar aqueles que abandonaram completamente o senso crítico, a imparcialidade e a torcida pela recuperação da economia para revelar seus ranços primordiais esquedóides.

É claro que o coro dos jornalistas empedernidos e histéricos acaba contagiando o público médio, que ainda se permite manipular pela falsa cruzada contra a corrupção que se vê atualmente na PGR, na TV e nas redes sociais. O histerismo e as insinuações maldosas à la Janot prosperam, sobretudo entre aqueles que pegaram carona na Lava Jato para ganhar alguma reputação. Usam o nome de Sérgio Moro e criticam Lula e o PT apenas pelo fato destes dois personagens simbolizarem exemplos insofismáveis sobre os anseios do povo no que diz respeito ao bem e o mal. Ao mesmo tempo, se dedicam com afinco a fornecer munição para que a esquerda sobreviva ao debate político, após comandar o maior assalto aos cofres públicos de toda a história.

É justamente entre esta clara linha da preferência popular que setores da imprensa tentam se equilibrar, enquanto tenta manipular a opinião pública. É só a coisa ficar muito descarada, e correm para elogiar Moro e malhar Lula. Pronto. Acreditam que fizeram as pazes com seus públicos. Depois, prosseguem com uma incerta aqui, uma insinuação ali e vão sentindo como as pessoas reagem. São justamente os mais perigosos, pois não possuem sequer a dignidade dos jornalistas assumidamente defensores da esquerda.

O problema é que essa gente jamais voltará a ser acreditada por pessoas razoáveis que percebem o quanto mergulharam de corpo e alma na aventura para desestabilizar o país em meio a um processo tão delicado quanto o da transição política.

Alguns devem se perguntar qual o sentido de tanta insanidade. Porque concentrar tantos esforços para destruir alguém que está cumprindo com relativa excelência a missão de cuidar da transição democrática do país? A eleição é logo ali, em 2018. Por que tanto alvoroço para derrubar o presidente agora? Por que tanto ódio de Temer? Será que é porque ele enxotou o PT do poder, após quase uma década e meia de corrupção e benesses com os meios de comunicação? Ou porque ele destruiu as fontes que financiavam sindicatos, movimentos sociais, artistas e toda sorte de vagabundo que vivia às custas do dinheiro do contribuinte?

A resposta é bem simples. Ninguém está preocupado com o que pode acontecer ao país até 2018. Quanto pior, melhor para essa gente que não consegue esconder seu descontentamento com a redução da inflação, da queda dos juros e da retomada na geração de empregos. Estão todos si lixando para o trabalhador, para o chefe de família, para o pequeno empreendedor. Querem é ver o circo pegar fogo apenas para garantir a eleição de um presidente conivente com eles todos, como foram Lula, Dilma e FHC. Alguém do esquemão. Todo emprenho em destruir a economia do país, alimentando uma crise após a outra, tem o único propósito de garantir a ascensão de um candidato compromissado com o resgate da conivência do Estado que prevaleceu no passado. Que garanta a continuidade por décadas de tudo daquilo que foi interrompido com a expulsão do PT do poder.

Visto por este ângulo, Temer foi o maior carrasco do PT e da esquerda brasileira de toda a história. Sozinho, conseguiu acabar com a mamata de mais de 2 milhões de soldados da esquerda financiados com o dinheiro do contribuinte, como os ocupantes de cargos comissionados, sindicalistas, artistas, beneficiários fraudadores dos programas sociais e militantes remunerados com dinheiro público. Não foi por acaso que o PT elegeu apenas um prefeito de capital nas últimas eleições, em Rio Branco, no Acre. Não foi por acaso que o PT caiu de 72 para apenas 7 prefeituras em São Paulo, todas irrelevantes. No país, o PT perdeu a influência direta sobre 96 milhões de eleitores, ficando com apenas 19 milhões após a eleição municipal de 2016. O partido perdeu ainda 84% de suas receitas com a demissão de milhares de funcionários em várias prefeituras. Somente em São Paulo e São Bernardo foram mais de cinco mil petistas extirpados da administração municipal. Isto significa que Temer impôs uma anemia profunda ao partido, que também perdeu 90% de seu poder de mobilização nacional. Não vai ser por acaso que o PT não conseguirá renovar nem 20% de sua bancada no Congresso nas próximas eleições.

Temer ainda deverá responder na Justiça por aquilo que o acusam. Mas por enquanto, ninguém na história do país pode lhe tirar o mérito de ter escorraçado o PT da máquina pública de forma tão impiedosa. Se por um lado, Sérgio Moro e a Lava Jato deram o pontapé inicial desmascarando a organização criminosa que se alojou na no poder, Temer terminou o serviço colocando todo mundo na rua da amargura. Por pior que seja e mesmo que muitos não reconheçam, Temer é o maior carrasco da esquerda e concretizou o sonho daqueles que passaram quase uma década e meia desejando um desfecho trágico para os criminosos arrogantes que roubavam o país e ainda zombavam do povo. A linha auxiliar da esquerda na imprensa odeia Temer. Mas para quem sofreu nas mãos do PT e lutou para se ver livre dessa gente, não há como odiar Temer, justamente o cara que realizou o sonho de milhões de brasileiros. Este pode ter sido seu maior mérito: livrar o país de Dilma e Cia. Temer conseguiu ainda salvar a Petrobras e outras estatais e bancos públicos, banindo indicações políticas para diretorias e cargos estratégicos. Fechou as torneiras do BNDES para os tradicionais aliados do PT e ampliou o crédito para outros empresas médias. É pena que não tenha se livrados dos bolivarianos revoltados na PGR e no STF. A julgar pelas suspeitas que pairam sobre os três poderes, a tendência é a de que ao menos o mais forte sobreviva.

Embora aqueles que produzem e que querem trabalhar ainda vão sofrer muito com as consequências deste jogo sujo da imprensa nos próximos meses, esta crise ao menos serviu para revelar a verdadeira face dos inimigos do Brasil.
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