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Cínico, Janot anunciou acordo da JBS como o maior da história, mesmo sabendo se tratar de um estelionato vergonhoso



O papel decisivo do procurador-geral da República Rodrigo Janot, no acordo de delação da JBS é um fato incontestável que está presente em todas as etapas do processo de negociação que culminou no maior estelionato da história da Procuradoria-Geral da República.

Sozinho, sem a participação da Polícia Federal, dos procuradores da República da Lava Jato em Curitiba, Janot concordou em negociar diretamente com os criminosos as delações e os benefícios incompatíveis e sem precedentes em outras delações firmadas no âmbito da Lava Jato. Em Curitiba, os procuradores da República jamais negociaram diretamente com qualquer candidato a delator. Todas as negociações eram feitas apenas com advogados especialistas em acordos de delação contratados pelos investigados. Em praticamente todos os casos, os candidatos a delatores já se encontravam presos ou alvos de denúncias por parte do próprio Ministério Público Federal do Paraná.

Normalmente, os acordos de delação na Lava Jato consomem em média um ano entre negociações, diligências, coleta de documentos e provas, além da checagem das informações prestadas pelo delator junto a autoridades e instituições financeiras no Brasil e no exterior. Uma equipe formada por mais de 100 integrantes, entre peritos, procuradores da República, investigadores, delegados da PF, especialistas em crimes como lavagem de dinheiro e outros profissionais se encarregam de organizar todo o material de uma proposta de acordo de delação. Todas estas informações são reunidas em um gigantesco bando de dados e cruzadas com informações já colhidas pela Polícia Federal em outras investigações, em depoimentos de outras testemunhas e e conclusões dos delegados da Polícia Federal, Em muitos casos, as tratativas envolvendo um acordo de delação incitam inclusive a deflagração de novas fases da Operação Lava Jato.

Janot simplesmente ignorou todos estes procedimentos e conduziu todo o processo envolvendo o acordo da JBS em tempo recorde, com um uma equipe exígua formada por poucos homens de sua confiança, como os procuradores da República Marcelo Miller, Eduardo Pelella, chefe de gabinete de Janot, e Sérgio Bruno. Todos negociaram diretamente com Joesley Batista, Ricardo Saud e os advogados da JBS no prédio da PGR em Brasília. A Polícia Federal deu início a uma investigação esta semana e já descobriu que o gabinete de Janot tinha pleno conhecimento sobre a atividade dupla de seus colaboradores, que instruíam o dono da JBS e seus advogados a produzir os anexos, gravar conversas e outras formas para justificar a celebração do acordo perante a opinião pública.

A Polícia Federal encontrou no celular de Wesley Batista, presidente-executivo e sócio da JBS, uma série de mensagens que reforçam as suspeitas de que houve alí uma grande conspiração criminosa para favorecer a JBS e desestabilizar o governo Temer. Em outra mensagem interceptada pela PF, Wesley diz que as revelações da delação poderiam ser usadas pela Procuradoria “para melar, de uma vez, a viabilidade da turma que está aí”.

A ciência de Janot sobre todos estes fatos é o que torna a história ainda mais assustadora. Ao dizer em entrevista ter sido procurado pelos irmãos Batista no início de abril, Janot mentiu. Na ocasião, Janot afirmou que os benefícios concedidos a Joesley e os demais 6 delatores da J&F “podem parecer excessivos”, mas que não teve como 'recusar' uma delação tão recheada de provas". O procurador-geral também alegou que Joesley Batista impôs condições severas e que não abriria mão da imunidade total para ele, seus familiares e executivos do grupo, mesmo tendo confessado mais de 240 crimes que renderiam penas de até 4 mil anos de prisão, se somadas.

Janot voltou a mentir quando afirmou que se tivesse recusado o acordo "os colaboradores, no mundo real, continuariam circulando pelas ruas de Nova York, até que os crimes prescrevessem, sem pagar um tostão a ninguém e sem nada revelar, o que, aliás, era o usual no Brasil até pouco tempo”, afirmou Janot, que ao mesmo tempo se gabava de ter firmado "O maior acordo de delação da história da PGR". Na verdade, foi Janot que impediu que os irmãos Batista fossem presos. A JBS e seus sócios principais eram investigados em seis operações da Polícia Federal e o próprio Joesley confirmou que procurou Janot justamente por receio de ser preso.

Após a derrocada do vergonhoso acordo de delação, Janot passou a insistir que não sabia de nada e tente desesperadamente atrelar seu nome ao da instituição que ajudou a conspurcar. O cinismo de ainda pode lhe custar caro no futuro. Hoje se sabe que ele foi na verdade o verdadeiro responsável pelo maior estelionato da histórica do país.

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