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Após meses de gritos do povo nas redes sociais, Janot se diz perplexo por ter sido enganado por açougueiros da JBS



O esforço do procurador-geral da República, e da Rede Globo, em convencer a população de que se sente indignado por descobrir que foi enganado pelos açougueiros da JBS está se tornando cada vez mais patético.

A trama mirabolante que explodiu no dia 17 de maio com o patrocínio da Globo, de Joesley e de Janot não convenceu ninguém desde as primeiras horas daquela dia. Ninguém jamais vai se esquecer do tom solene com que Janot e a Globo revelaram a existência de gravações "gravíssimas" feitas pelo empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu.

A Globo passou o dia inteiro repercutindo a notícia, misteriosamente vazada pelo jornalista Lauro Jardim, do O GLOBO. Na transcrição da conversa, a Globo informava que Joesley falava claramente com Temer sobre os pagamentos de "R$ 500 mil" mensais ao ex-deputado Eduardo Cunha para mantê-lo calado sobre os crimes em comum entre os três. E mais. Na transcrição da Globo, divulgada com todo estardalhaço pelo Plantão do Jornal Nacional, Joesley falava claramente com Temer que precisava de sua ajuda com problemas que estava enfrentando no CADE, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Estes fatos vão ficar na história da República para sempre. Enquanto Janot jogava lenha na fogueira concedendo várias entrevistas, a Globo disponibilizou toda sua máquina e colocou todos seus empregados para pedir a renúncia imediata de Temer. A pressão sofrida pelo presidente naquele dia foi enorme e membros do próprio governo o aconselhavam a fazer um pronunciamento comunicando sua renúncia. Fragilizado pelos baixíssimos índices de aprovação popular, Temer dificilmente resistiria a uma campanha tão eficiente e coordenada por setores tão influentes como a própria PGR e a Rede Globo.

Enquanto o mercado financeiro derretia e a bolsa registrava prejuízos de mais de R$ 210 bilhões, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, estava sentado sobre o gravador de Joesley e não divulgava logo o áudio, apesar dos insistentes apelos de Temer durante todo o dia.

Por volta das 16 horas, Temer resolveu convocar a rede nacional para finalmente se pronunciar sobre o caso. Eufóricos, os jornalistas da Globo noticiavam que Temer estava pronto para renunciar. Perplexos e confusos com a campanha midiática feroz, a maioria dos brasileiros também acreditava naquela possibilidade.

Eis que surge um Temer na tela afirmado que não renunciaria. Que tinha convicção de que havia conversado nada daquilo com Joesley e exigia o levantamento imediato do sigilo das gravações. Foi ai que o caldo desandou. Não havia mais como exigir a renúncia do presidente sem antes levantar o sigilo da conversa que havia sido "antecipada" pela Rede Globo. Nas redes sociais, a população passou a exigir a divulgação da conversa e Fachin finalmente retirou o sigilo da gravação. A trama ardilosa da Globo, Janot e Joesley começou a cair a partir daquele momento, quando foi possível constatar que não havia absolutamente nada do que foi anunciado na transcrição do áudio. A frase mais comprometedora de Temer foi "Tem que manter isso, viu?', mas foi facilmente descontextualizada, já que não havia nada relacionado à frase, devido aos cortes, propositais ou não, na gravação.

Se a princípio, boa parte da população acabou sendo influenciada pelos representantes da esquerda, pela Globo e por aqueles mesmos artistas que se tornaram órfãos das mamatas da Lei Rouanet, logo as primeiras vozes começaram a manifestar sua desconfiança de que havia algo por trás de todo aquele oba oba. O site Imprensa Viva, apesar do esforço de todos os meios de comunicação em vender aquela versão dos fatos, foi o primeiro a questionar aquilo que parecia ser uma das tramas mais perversas da história da República. Contrariando a opinião de vários leitores, os autores do site insistiram em questionar a versão "oficial" da Globo, da PGR e dos açougueiros da JBS. Qualquer pessoa minimamente honesta sabia o tempo todo que a cruzada do Imprensa Viva era contra esta conspiração. Não se tratava de Temer.

Desde então, foram publicadas mais de cem matérias comprovando que havia uma conspiração por trás deste fatídico episódio forjado em meio à difícil e lenta recuperação da economia do país. Apesar dos apelidos de MAV's do Temer e de outras acusações mais rasteiras, os editores do Imprensa Viva não arredaram o pé e denunciaram a participação do braço direito de Janot, o ex-procurador da República Marcelo Miller, na formatação do acordo de delação da JBS e na armação para que Joesley gravasse Temer com o intuito de arrancar do presidente alguma frase comprometedora.

A farsa foi se tornando tão óbvia que a maior parte dos leitores que haviam abandonado o site começaram a reconhecer que havia algo de errado em todo aquele episódio. O mesmo fenômeno ocorreu em relação a outros jornalistas, que também questionaram tudo aquilo. Apesar da insistência da Globo e dos porta vozes de Janot e de Joesley na imprensa, a população começou a compartilhar da convicção de que tudo aquilo não passava de um complô para derrubar o governo e blindar criminosos bilionários que torravam milhões em publicidade nos meios de comunicação.

Diante de tantas evidências, qualquer pessoa minimamente informada pôde finalmente concluir que se tratava de fato de uma Operação Tabajara, exceto os petistas, os jornalistas da Globo e de seus satélites, o próprio Janot e vários de seus pupilos no MPF.

Depois de tudo isso, ver Janot dizer que se sente indignado por ter sido 'enganado' pelos açougueiros da Friboi é algo simplesmente patético. Ver a cara dos jornalistas da Globo concordando com Janot e tentando livrar sua barra não tem preço.

Para finalizar este triste episódio na história da República, nada como o prevalecimento da verdade, ainda que a um alto custo para aqueles que a defenderam, mas também um custo muito elevado para aqueles que tentaram ocultá-la. Graças a uma outra gravação providencial, o caráter de Joesley e de seus comparsas foi revelado. O empresário tramava novas gravações forjadas para comprometer ministros do STF para depois chantageá-los. Janot foi duramente pressionado pelos ministros do Supremo, que não lhe ofereceram outra alternativa a não ser desfazer toda a lambança que começou. Janot teve que revogar a imunidade eterna concedida aos criminosos da JBS e pedir a prisão de Joesley Batista, Ricardo Saud e de Marcelo Miller. 
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