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Após fracasso da Caravana da Vergonha e depoimento apocalíptico de Palocci, PT começa a descartar Lula e esconder Dilma



O ex-presidente Lula começa a enfrentar um insidioso processo de fritura dentro do PT por alas do partido que defendem a criação de uma aliança ampla entre partidos de esquerda com vistas à eleição de 2018. A dúvida é como estes grupos pretendem se desvincular da imagem do líder cuja imagem praticamente se fundiu ao nome do partido que ajudou a fundar.

O fracasso do petista durante a onerosa caravana pelo Nordeste e o depoimento apocalíptico prestado nesta semana pelo ex-ministro Antonio Palocci foram alguns dos fatores que precipitaram a adesão de mais pessoas ao grupo que quer ver Lula pelas costas dentro do partido.

Há tempos, uma corrente do PT defende que a legenda faça uma autocrítica e que os líderes envolvidos em esquemas criminosos reconheçam que cometeram 'equívocos' no passado. Em tese, o PT quer separar o joio do trigo, se é que isto ainda é possível a esta altura do campeonato. Durante reunião recente para tratar do assunto, uma das lideranças pró-Lula manifestou sua indignação com a movimentação dentro da legenda para minar a influência do petista e disse que todos no PT se beneficiaram do projeto político e que agora era tarde para querer lavar as mãos.

Muitos atribuem o clima de desolação no PT ao trágico depoimento do cofundador do partido, Antonio Palocci, mas mesmo antes disso, grupos já sinalizavam a insatisfação com que Lula tomou o partido para si e 'não desgruda' de jeito nenhum, segundo um dirigente da legenda. Embora este seja um assunto sigiloso, as pesquisas encomendadas pelo partido mostra que Lula representa um projeto político inviável para a legenda. Enquanto o pouco que restou de sua popularidade pode ajudar a eleger um deputado ou outro, seus altíssimos índices de rejeição contaminam candidatos que disputarão cargos mais importantes, como governos de estado e Senado. O mesmo cálculo se aplica a ex-presidente Dilma Rousseff. Praticamente nenhum candidato pretende associar sua imagem à da petista no próximo pleito. "Eleição não é momento de demonstrar gratidão. É hora de disputar votos e ninguém quer ver suas chances reduzidas", avalia uma das lideranças do partido em São Paulo.

Mesmo que não seja preso até as próximas eleições, a posição de Lula dentro do partido enfraquece todas as candidaturas. Setores da legenda defendem a renovação com Haddad e uma ampla aliança com tradicionais aliados, como PSOL, PCdoB e até mesmo a REDE em um eventual segundo turno. O grupo que defende a permanência de Lula no comando 'informal' do partido é contrário a este tipo de diálogo, justamente neste momento em que o petista está tão fragilizado e contrariado. 
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