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Acuado, advogado de Lula admitiu ao juiz Sérgio Moro a compra do terreno de R$ 12 milhões com propina da Odebrecht



Não teve como se esquivar diante de tantas provas. Durante o interrogatório com o juiz Sérgio Moro, o advogado Roberto Teixeira, amigo do ex-presidente Lula, se viu forçado a reconhecer que  "foi procurado por executivos da Odebrecht para tratar da compra de um terreno em São Paulo que "poderia servir eventualmente" como sede do Instituto Lula".

A declaração dada pelo compadres do ex-presidente nesta segunda-feira (19) foi praticamente uma confissão das acusações que pesam contra ele e seu cliente. Teixeira e Lula são réus por supostas irregularidades em transações frustradas envolvendo a compra de um imóvel onde funcionaria a nova sede do Instituto Lula.

Embora tenha admitido uma outra versão para os fatos, Teixeira praticamente confessou tudo aquilo que Lula vinha negando desde o inícios das investigações. O advogado do petista disse ter sido procurado em meados de 2010 por Paulo Melo e João Alberto Lovera, ex-executivos da Odebrecht Realizações Imobiliárias, que disseram ter "interesse imobiliário" no terreno. Melo também teria alertado, segundo o advogado, que o imóvel "poderia servir eventualmente para abrigar a sede do futuro Instituto Lula". A diferença entre o depoimento de Teixeira e de Melo é que o executivo da Odebrecht disse que o terreno teria sido indicado para compra pela empreiteira pelo próprio Teixeira.

De acordo com o Teixeira, o terreno seria comprado por um "pool de empresas". Para ele, a DAG Construtora, que acabou adquirindo o imóvel, fazia parte deste "pool" e foi trazida à negociação por Melo.

Segundo a acusação do MPF (Ministério Público Federal), a DAG foi usada como laranja da Odebrecht na compra do terreno, que seria usado como pagamento de propina para Lula em troca de contratos da empreiteira com a Petrobras.

O empresário Demerval Gusmão, dono da construtora, confirmou em interrogatório que comprou o terreno a pedido da Odebrecht e que soube, posteriormente, que o imóvel seria destinado ao Instituto Lula.

Apesar da proximidade quase parentesca entre Lula e Teixeira e de seu envolvimento na transação imobiliária, o compadre do ex-presidente disse que nunca tratou do assunto com Lula. O petista por sua vez também afirmou em seu interrogatório a Moro que não sabia do envolvimento do Roberto Teixeira com o imóvel e disse que a única pessoa com quem tratou do prédio foi o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Lula confirmou ao juiz que visitou o local, mas disse que não se interessou pela compra.

Também em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o ex-ministro Antonio Palocci confirmou a compra do terreno por cerca de R$ 12 milhões com o dinheiro da conta de propina do ex-presidente Lula no banco de propinas da Odebrecht, no qual Lula chegou a ter um saldo de R$ 300 milhões, segundo o próprio Palocci. Com o recuo na compra do terreno, o dinheiro foi estornado e voltou para a conta de propina de Lula na empreiteira, confirmou Palocci. 
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