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A prisão de Lula. O que deu errado nos planos do PT para evitar que isso ocorresse?



A prisão do ex-presidente Lula já considerada uma realidade dentro do PT, após o depoimento devastador do ex-ministro Antonio Palocci. Na modus operandi da organização criminosa, a estratégia sempre foi a de impedir que partícipes dos atos de corrupção, como empresários, ficassem com qualquer tipo de prova em seu poder. As manobras envolvendo atos ilícitos passavam pelo severo crivo da direção do partido, que verificava exaustivamente os aspectos legais para evitar deixar 'franjas' soltas que pudessem comprometer os membros do PT no futuro.

Todos os atos ilícitos eram cercados de cuidados nos mínimos detalhes, inclusive com a produção prévia de documentos que corroborassem a defesa dos membros do partido, caso as operações se tornassem alvo de investigações ou qualquer tipo de perseguição política do tipo "pente-fino" em administrações futuras.

Nas administrações petistas, tanto de Lula quanto de Dilma, qualquer ato de corrupção em andamento eram avaliados previamente e com muita cautela para minimizar os riscos de deixar provas em poder de pessoas de fora do PT. No caso do ex-presidente Lula, ficou determinado que durante o exercício de seus dois mandatos, ele não poderia se beneficiar diretamente de nenhuma forma. Como presidente, Lula não precisava de dinheiro para nada e tinha a seu dispor todo o aparato do Estado.

Entretanto, as 'contrapartidas' a que tinha direito nas negociatas durante seu mandato eram programadas com bastante antecedência e planejamento para quando o petista deixasse o poder. Lula e seus familiares haviam se acostumado as regalias durante oito anos na Presidência e o objetivo era manter o mínimo de conveniência para o petista após deixar o cargo. Foram providenciados vários imóveis para o petista, como o triplex no Guarujá, o sítio em Atibaia, a cobertura em São Bernardo do Campo que era alugada pela Presidência, além de recursos para despesas com aeronaves, etc.

A "colheita" de Lula foi planejada nos mínimos detalhes e todas as provas que pudessem comprometer o petista eram coletadas e destruídas.  Alíbis, Laranjas e testemunhas foram recrutados previamente, para cercas as 'histórias' de veracidade. O PT tinha controle absoluto de todos os métodos de corrupção e blindagem dos envolvidos. Esta estratégia servia não apenas para minimizar o risco de prisão dos envolvidos, como também permitir a construção de narrativas de perseguição política, caso algum membro do partido fosse preso "sem provas".

Mas toda a engenharia do crime montada pelo PT acabou sendo desmontada após o surgimento da Operação Lava Jato. O 'bloqueio' foi furado graças ao alto nível de conhecimento dos investigadores sobre mecanismos de lavagem de dinheiro. Apesar de terem sido alcançados, Lula e os demais integrantes do PT continuaram se fiando na engenharia de ocultação de provas concebida pelos gênios do crime do partido.

Até a semana passada, o ex-presidente Lula mantinha a narrativa de que não havia provas contra ele. Até que um membro da alta cúpula da organização criminosa, o ex-ministro Antonio Palocci, resolveu falar e apresentar as tais provas. O PT havia se cercado de todos os cuidados para não deixar nenhuma prova dos crimes de seus integrantes nas mãos de pessoas de fora do partido. Confiantes na fidelidade eterna de seus integrantes, Lula ainda acreditava na possibilidade da impunidade. Mas após o depoimento de Palocci, tudo mudou. Agora, praticamente todos no partido têm certeza de que Lula será preso. Antonio Palocci era o elo que levava o dinheiro das empreiteiras a Lula.
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