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Vaccarezza e Lula intermediaram acerto entre PT, PMDB e PP em esquemas na Petrobrás



O ex-presidente Lula tem mais uma dor de cabeça pela frente. Além das dúvidas sobre os acordos de delação de pessoas que podem implicá-lo em outros crimes na Lava Jato, como o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, Aldemir Bendine, o o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Sérgio Moro tem agora ao seu alcance mais um petista graúdo. O ex-líder do governo e do PT na Câmara , Cândido Vaccarezza.

Segundo o Ministério Público Federal, Vaccarezza arrastou Lula para uma associação com o lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, segundo documentos, em uma operação criminosa em negócio de securitização de petróleo para favorecer partidos da base aliada dos governos petistas.

“Houve ontem uma reunião PP, PT e PMDB onde ficou combinado que o Dep. Vacari vai falar com o presidente Gabrielli sobre o assunto da securitização. Ontem o Dep. Vacareza ficou de reunir-se com o Presidente Lula para conversar sobre o mesmo tema e dizer que os 3 partidos estão de acordo com a operação.”

As informações constam de um relatório dos lobistas Jorge Luz e Bruno Luz – pai e filho presos desde fevereiro, pela Lava Jato – com o então diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa sobre um negócio de “securitização do petróleo” vinculado à multinacional Trafigura Group.

O negócio estava no portfolio de interesses do “grupo criminoso” que formatou a Brasil Trade, uma “firma” usada pelos lobistas, em parceria com o advogado Tiago Cedraz – filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz -, executivos da Petrobrás e operadores de propinas que beneficiária políticos, em especial do PT e do PMDB. Entre eles, o ex-líder do governo e do PT na Câmara Cândido Vaccarezza e o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão.

Uma parceria que garantiu, em 2010, contratos de quase US$ 1 bilhão à norte-americana Sargeant Marine – uma das maiores empresas de asfalto do mundo – na estatal, mediante pagamentos de propinas. O esquema foi foco das investigações da Operação Abate I e II (44ª e 45ª fases da Lava Jato), deflagadas nas duas últimas semanas. A Vaccarezza é atribuído o recebimento de US$ 500 mil no negócio.

Para a Lava Jato, a apuração contra Vaccarezza “trespassa a corrupção de agentes públicos da Petrobrás” e comprova, mais uma vez “um esquema partidário de corrupção”.

O material que cita suposta renião com Lula faz parte dos elementos recolhidos como provas na Operação Abate e revelam como os partidos da base do governo petista confundiam o caráter político das indicações de cargos de diretorias da Petrobrás, com negociatas que resultavam em acertos de propinas.  Lula, que já foi condenado a 9 anos e 6 meses de cadeia pelo juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, não é alvo dessa investigação.

“Há fortes evidências de que o então parlamentar atuou não apenas em prol da referida contratação (da Sargeant Marine), recebendo propina para tanto, mas em diversos outros negócios, contratos e em favor de outras empresas, tanto na Petrobrás, quanto na BR Disribuidora.”

Associados a lobistas e operadores financeiros, políticos como o ex-líder parlamentar de Lula e Dilma Rousseff buscavam interferir nas diretorias da estatal para ajudar empresas, usando o canais diretos de contato com o Planalto, em troca de propina.

“À partir desta indistinta atuação é que se revelou que a atuação delitiva de Vaccarezza é anterior e, portanto, bem mais ampla, do que a que já havia sido identificada na presente investigação e que se focou particularmente nos crimes envolvendo a contratação a partir de metade de 2010 da Sargenat Marine pela Petrobrás para fornecimento de asfalto”, afirma o Ministério Público Federal.

Com informações do Estadão
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