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Presidente do TRF4 elogia sentença de Sérgio Moro e diz que condenaria Lula na segunda instância, sem pestanejar



O ex-presidente Lula vai mesmo entrar para a história do Brasil, mas ao que tudo indica, não da maneira que gostaria. Segundo o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, a sentença em que o juiz Sérgio Moro condenou o petista a nove anos e seis meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, “é tecnicamente irrepreensível, fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos e vai entrar para a história do Brasil”.

o desembargador fez um paralelo entre a decisão de Sérgio Moro e outra sentença histórica, a do juiz Márcio Moraes proferiu no caso Vladimir Herzog - em outubro de 1978, quando condenou a União pela prisão, tortura e morte do jornalista.

“Tal como aquela, não tem erudição e faz um exame irrepreensível da prova dos autos”, disse. O TRF-4 é a segunda instância de julgamento dos recursos da operação Lava Jato. Até a última quinta-feira, em três anos e cinco meses de Lava Jato, 741 processos já haviam chegado lá, 635 dos quais baixados. Entre os que estão na iminência de dar entrada está a apelação da defesa de Lula contra a sentença de Sérgio Moro, a ser julgada pela Oitava Turma, composta por três desembargadores.

Na entrevista concedida ao Estadão esta semana, o desembargador afirmou que "O juiz Moro fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos. Eu comparo a importância dessa sentença para a história do Brasil à sentença que o juiz Márcio Moraes proferiu no caso Herzog, sem nenhuma comparação com o momento político. É uma sentença que vai entrar para a história do Brasil. E não quero fazer nenhuma conotação de apologia. Estou fazendo um exame objetivo".

Por que a comparação?

É uma sentença que não se preocupou com a erudição – como a sentença do juiz Márcio Moraes, lá atrás, também não se preocupou. É um exame irrepreensível da prova dos autos.  É uma sentença que ninguém passa indiferente por ela.

Não é uma forma de dizer que o sr. a confirmaria, se fosse da Oitava Turma?

Eu digo, em tese: se eu fosse integrante da Oitava Turma, e se estivesse, depois do exame dos autos, convencido de que a sentença foi justa, eu teria muita tranquilidade em confirmar, garantiu o presidente do TRF4, sem pestanejar.

A opinião do desembargador sobre o juiz Sérgio Moro também não deixa dúvidas sobre o papel histórico do magistrado responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância:  "É um juiz muito preparado, estudioso, íntegro, honesto, cujo trabalho já está tendo um reconhecimento, inclusive internacional. É um homem que está cumprindo a sua missão".

Com informações do Estadão
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