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Pacto para livrar Dilma da prisão pode acabar beneficiando Lula. Brasil caminha para mais um espetáculo de impunidade



O Brasil não pode ter dois ex-presidente condenados ou presos. Esta foi a conclusão da cúpula que comanda o país, formada por políticos de todos os partidos, ministros do Supremo Tribunal Federal e membros do Ministério Público Federal.

A trama para blindar Dilma teve início logo no dia da votação de seu impeachment, quando o processo foi fatiado para lhe garantir a manutenção dos direitos políticos. Vai que algum juiz se depare com algo incriminador contra a petista e resolva determinar sua prisão preventiva. A petista ainda não está livre deste tipo de risco e deve concorrer nas próximas eleições para garantir logo um foro privilegiado. Segundo o entendimento de setores do judiciário, Dilma foi a primeira mulher a presidir o Brasil e apenas cumpriu determinações de Lula.

Mas o pacto para blindar Dilma ainda não contemplava a possibilidade de ser estendido ao ex-presidente Lula, um caso praticamente perdido na Lava Jato. Com o entendimento do Supremo de que condenados em segunda instância poderiam ser presos, A certeza de que o país teria ao menos um ex-presidente preso para sinalizar a seriedade das instituições no que tange ao combate à corrupção era praticamente unânime, tendo em vista a forte comoção popular contra o petista acusado de centenas de crimes, réu em seis ações penais e já condenado em primeira instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Apesar de ter sido denunciada por criminosos como João Santana, Monica Moura, Marcelo Odebrecht e Joesley Batista, Dilma não deverá enfrentar nenhum tipo de problema com a Justiça nos próximos anos.

Mas de uns tempos para cá, a situação mudou bastante. Receosos com o estrago que o petista pode fazer contra meios de comunicação, bancos juízes, ministros do STF e partidos políticos, os barões que decidem os destinos do país estão revendo suas posições e já colocaram em prática uma campanha para blindar o petista. Ao mesmo tempo, grupos de comunicação e setores do judiciário deram início a uma campanha violenta contra a Lava Jato e tudo que ela representou para o país até hoje. A estratégia está funcionado. Cria-se  controvérsias e novos entendimentos sobre a prisão preventiva e em segunda instância para confundir a população.

Os jornalistas de aluguel e políticos aproveitam a bola levantada para dizer que não é nada disso, que Lula e Dilma são vítimas, que o petista tem o direito de concorrer nas eleições presidenciais de 2018, que a Lava Jato errou e até que o juiz Sérgio Moro não é lá este grande exemplo de justeza. 
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