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Oposição não quer cortar gastos, nem aumentar impostos para os mais ricos. Inimigos do Brasil a serviço das elites



Enquanto a imprensa tenta desgastar o governo de todas as formas e diante de todas as propostas em estudo para viabilizar o controle das contas públicas, poucos se dão conta da necessidade imediata e da grande oportunidade que o país tem de modernizar a economia.

No lugar de informar a população sobre as características fundamentais de reformas importantes, como a da previdência, que prevê o fim de privilégios dos mais ricos e da elite do funcionalismo público, os meios de comunicação fazem o tradicional jogo da esquerda, que atua de forma predatória nos velhos moldes de oposição sistemática contra toda e qualquer proposta apresentada pelo governo, independente dos benefícios que possam trazer para a sociedade e para o país.

Um dos melhores atalhos para modernizar a economia, promover a distribuição de renda e diminuir a dependência do Estado na tributação da atividade produtiva e de consumo é justamente a readequação do imposto de renda. Independente do governo ter herdado um rombo de quase R$ 200 bilhões nas contas públicas, cedo ou tarde o país vai precisar avaliar o reescalonamento dos impostos para empresas e para os milionários.

O teto da alíquota do IR para pessoa física no Brasil é de 27,5 % e vale para qualquer pessoa que ganhe cima de R$ 4.897,92. Isto significa que uma pessoa de classe média baixa para o mesmo que os cerca de 200 mil milionários (sem contar propriedades, carros ou quadros) e os outros tantos bilionários do país. O teto do imposto de renda nos Estados Unidos é de 39.5%. Isto permite ao governo americano manter impostos baixos para a atividade produtiva, tornando mais baratos bens de consumo como automóveis, eletrodomésticos, etc. Sem sacrificar os mais pobres.

No caso do Brasil, a distribuição de riquezas é indecente. Os10% mais ricos do país concentram 40,5% do valor produzido pelos trabalhadores brasileiros, segundo informações da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2016. Enquanto os 40% do grupo populacional mais pobre concentra apenas 16,3% da renda total.

Seis pessoas no Brasil acumulam a mesma riqueza que outros 100 milhões de brasileiros. De acordo com a "Forbes", as seis pessoas mais ricas do Brasil são:

>> Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev (dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica) e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz

>> Joseph Safra, dono do banco Safra

>> Marcel Herrmann Telles, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz

>> Carlos Alberto Sicupira, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz

>> Eduardo Saverin, cofundador do Facebook

>> João Roberto Marinho, herdeiro do grupo Globo

Fonte - Forbes

É claro que estas pessoas são violentamente contra o aumento de suas alíquotas do IR, mesmo que seja de apenas 1 ponto percentual. Se o Brasil fizesse uma readequação do imposto de renda para os mais ricos, o aumento na arrecadação permitiria não apenas o equilíbrio das contas públicas, mas também a redução significativa dos impostos que incidem sobre produtos e serviços, tornando os produtos mais baratos para o trabalhador, aquecendo o consumo e gerando mais empregos. O aumento do IR para os mais ricos funcionaria como um multiplicador macroeconômico. Ao contrário do que os meios de comunicação tentam fazer parecer, nenhum bilionário ficaria mais pobre. Mas em compensação, os mais pobres passariam a ter uma vida bem melhor.

A equipe econômica analisa projetos de aumentos de impostos que poderiam reforçar os cofres públicos a partir do ano que vem. As ações vão desde criar uma nova alíquota de Imposto de Renda para os mais ricos (que poderia chegar a 35%), passar a cobrar IR (irpf) sobre lucros e dividendos até rever desonerações desastrosas aprovadas pelo governo Dilma que beneficiam apenas a elite do funcionalismo público, mas que causam um rombo de mais de R$ 2 bilhões na arrecadação.

Por mais que as pessoas torçam o nariz para uma reforma estrutural na forma de arrecadação, o Brasil precisa seguir o exemplo de países desenvolvidos, que contemplam o regime tributário segundo o princípio básico de que quem pode mais contribui mais. A princípio, este tipo de iniciativa atenderia necessidades emergenciais do governo, mas num futuro próximo, permitiria melhorar a forma de distribuir riquezas, beneficiando as camadas mais pobres da sociedade, com impostos mais baixos sobre alimentos básicos, melhores serviços públicos e acesso ao mercado de consumo. A criação de alíquotas mais altas do Imposto de Renda para rendas mais elevadas e a taxação de lucros e dividendos de pessoas físicas e jurídicas não só aproximaria o sistema de tributação brasileiro do observado no resto do mundo. Com uma receita extra de mais de R$ 100 bilhões, permitiria ao país aproximar os preços dos produtos e serviços oferecidos as populações em outros países desenvolvidos. 
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