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Lula é réu novamente. Moro acolheu denúncia do MPF sobre crimes de lavagem de dinheiro e corrupção no caso do Sítio



O ex-presidente Lula acaba de se tornar réu mais uma vez este ano. O juiz Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira (1º) a denúncia contra o petista na denúncia sobre caso do sítio em Atibaia, no âmbito da Operação Lava Jato. Além de Lula, outras 12 pessoas se tornaram réus no mesmo processo.  Este é o sexto processo que o ex-presidente se torna réu. No primeiro, no caso do triplex, o petista já foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Lula foi o beneficiário direto de um esquema criminoso de propina proveniente de seis contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht e a OAS.
Os valores foram repassados ao ex-presidente de forma dissimilada, sob a reformas realizadas no sítio, dizem os procuradores. Conforme a denúncia, as melhorias no imóvel totalizaram R$ 1,02 milhão.

Apesar de o imóvel estar em nome dos empresários Fernando Bittar e João Suassuna, sócios de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente, os investigadores da força-tarefa encontraram uma série de elementos que, segundo a denúncia, comprovariam que o sítio pertence, na verdade, ao ex-presidente. Entre eles, estão bens pessoais, roupas e indícios de visitas frequentes ao imóvel. A denúncia afirma que entre 2011 e 2016, Lula esteve no local cerca de 270 vezes.

Segundo o juiz Sérgio  Moro, as provas apresentadas conseguem sustentar minimamente que Lula era de fato dono do sítio.

“Os elementos probatórios juntados pelo MPF e também colacionados pela Polícia Federal permitem, em cognição sumária, conclusão de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comportava-se como proprietário do Sítio de Atibaia e que pessoas e empresas envolvidas em acertos de corrupção em contratos da Petrobrás, como José Carlos Cosa Marques Bumlai, o Grupo Odebrecht e o Grupo OAS, custearam reformas na referida propriedade, tendo por propósito beneficiar o ex-Presidente”, afirmou o juiz.

No despacho, Moro salientou que, com base em relatos e documentos, as reformas no sítio efetuadas por Bumlai e pela Odebrecht começaram antes do final do mandato presidencial. Moro afirmou que Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, relatou que os custos das reformas no sítio foram abatidos de conta geral de propinas que tinha, entre outras causas, os contratos da OAS com a Petrobras.

“Por outro lado, não há qualquer registro de que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha pago qualquer valor por essas reformas realizadas no Sítio de Atibaia”, afirmou o juiz.
Acompanhe abaixo a lista dos réus neste processo:

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente: corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht: corrupção ativa

José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, dono da OAS: corrupção ativa e lavagem de dinheiro

José Carlos Bumlai, pecuarista: lavagem de dinheiro

Agenor Franklin Medeiros, ex-executivo da OAS: corrupção ativa

Rogério Aurélio Pimentel, ex-assessor especial da Presidência: lavagem de dinheiro

Emílio Odebrecht, dono da construtora Odebrecht: lavagem de dinheiro

Alexandrino de Alencar, ex-executivo da Odebrecht: lavagem de dinheiro

Carlos Armando Guedes Paschoal, ex-diretor da Odebrecht: lavagem de dinheiro

Emyr Diniz Costa Junior, engenheiro da Odebrecht: lavagem do dinheiro

Roberto Teixeira, advogado de Lula: lavagem de dinheiro

Fernando Bittar, empresário, sócio de um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: lavagem de dinheiro

Paulo Gordilho, engenheiro da OAS, lavagem de dinheiro
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