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Janot pode se tornar alvo de queixa-crime por denúncia "trivial" contra Temer



A situação do procurador-geral da República Rodrigo Janot pode se tornar ainda mais delicada nos próximos dias, após a derrota acachapante de sua denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. Segundo levantamentos, 90% dos votos da oposição foram de deputados ligados ao PT e defensores ferrenhos da ex-presidente Dilma Rousseff. Pouco mais de 20 parlamentares votaram pelo prosseguimento da denúncia contra Temer confirmaram que não tinham certeza da legalidade das acusações contra o presidente. Os outros votariam contra o governo de qualquer jeito, mesmo que a acusação fosse a de ultrapassar um sinal de trânsito.

Janot estava confiante de que poderia derrubar o governo fiando-se na baixa popularidade de Temer e na ajuda da Rede Globo, que passou os últimos 70 dias mantendo uma campanha extremamente agressiva contra o presidente e chegou a anunciar que faria outras duas denúncias em sequência.

A situação agora é bem mais complicada. Segundo a jornalista Vera Magalhães, do Estadão, Jano pode se tornar alvo de uma queixa-crime, caso insista em apresentar novas denúncias sem que tenha provas consistentes:

"Rodrigo Janot não terá elementos nem ímpeto para disparar novas flechas na direção do presidente. Acabou o bambu, reconhecem até aqueles de alguma maneira próximos ao procurador-geral.
“Esqueça isso. Não vem mais nada dali, para haver novas denúncias teria de haver novo conjunto probatório, e não há. E se, para marcar posição, ele apresentar novas denúncias, passa a correr sério risco de uma queixa-crime”, aposta um ministro. O mesmo raciocínio, sem o rancor em relação a Janot, foi ouvido pela coluna no Supremo Tribunal Federal e no Ministério Público Federal. Uma denúncia contra o presidente é medida extrema e não desejável, raciocina um procurador. Por isso mesmo, a Constituição estabeleceu dificuldades para que seja acolhida e não vire algo trivial. Para ser apresentada, tem de ser consistente, aponta. Ou seja, mesmo na vizinhança de Janot já se admite que o gato subiu ao telhado".

A tendência agora é a de que Janot passe a ser pressionado a denunciar os membros do PT, como os ex-presidentes Lula e Dilma, além dos ex-ministros Guido Mantega e José Dirceu, fortemente envolvidos no esquema do "quadrilhão" do PT. Caso contrário, ficará claro que o procurador passou quatro anos protegendo a organização criminosa que comandou o país por mais de 13 anos.

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