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Janot perdeu todas condições de equilíbrio para continuar exercendo o cargo, diz ministro do STF



O Procurador-Geral da República Rodrigo Janot encerra sua passagem pela PGR de forma trágica. Desmoralizado por mentiras envolvendo seu ex-braço direito Marcelo MIller no acordo de delação premiadíssima da JBS, com a fama de destruidor da Lava Jato e humilhado politicamente, Janot termina seu mandato de forma melancólica.

O homem que surfou na onda da maior investigação do Brasil e se notabilizou graças ao trabalho realizado pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, e pelo juiz Sérgio Moro, meteu os pés pelas mãos durante os quatro anos à frente do órgão. Apontado por juristas como inepto e fiel ao PT, Janot fez uso político do cargo, blindou petistas investigados, como os ex-presidentes Lula e Dilma, os ex-ministros José Dirceu e Guido Mantega, todos soltos, e ainda contemplou os criminosos da JBS, tradicionais aliados do PT, com um belíssimo acordo de delação premiada.

Por sinal, Janot fechou sozinho este controverso acordo, sem a participação dos procuradores da República do Ministério Público Federal de Curitiba, sem a Polícia Federal, sem diligências, sem checar confirmação de informações prestadas pelos delatores junto a autoridades e instituições financeiras no Brasil e no exterior e ainda sem receber provas sobre os depoimentos prestados a ele na PGR.

As atitudes de Janot forçaram a Polícia Federal a desligar a os procuradores do MPF da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Esta foi a única forma de preservar a credibilidade da investigação e acabar com os vazamentos e uso político dos casos por parte de Janot e de alguns procuradores da República, que se tornaram cada vez mais dependentes dos holofotes.

Esta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, desejou a Janot "uma boa viagem", numa referência ao fim de seu mandato e das loucuras que protagonizou na PGR. O ministro do STF falou ao  Estadão neste fim de semana.

Estadão - O que significa para a Lava Jato a saída do procurador Rodrigo Janot do comando da PGR? Como avalia a hipótese de ele mandar mais uma denúncia contra Temer para a Câmara?

Gilmar Mendes - Essa coisa se personalizou de tal maneira que a gente só pode desejar ao procurador uma boa viagem. Ele perdeu todas condições de equilíbrio para continuar exercendo o cargo. Infelizmente, o sistema permite isso. Eu tenho criticado o Supremo Tribunal Federal, que ficou a reboque de impulsos do procurador-geral, permitindo a violação da lei de delação e uma série de abusos nessa área. Estamos fazendo uma rediscussão sobre esse tema. Certamente, o Tribunal vai acertar o passo. Acho que haverá o restabelecimento da normalidade na relação do Tribunal com a PGR, afirmou o ministro do STF, numa referência à nova PGR, Raquel Dodge, que deve assumir o comando do órgão em setembro. 
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