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Grupo da PGR atropela Janot e reabre investigação contra Lula no caso do mensalão



Nem bem terminou o seu mandado no comando da Procuradoria Geral da República, e Janot já começa a ser desprestigiado e ter seus "interesses" atropelados pelos colgas do órgão. Esta semana, o ex-presidente Lula sentiu na pele as consequências da baixa de Janot e da ascensão da nova PGR, Raquel Dodge.

Lula voltou a ser investigado por uma acusação relacionada ao histórico caso do mensalão. A Câmara de Combate à Corrupção da PGR decidiu desarquivar uma investigação sobre um suposto pagamento de US$ 7 milhões da Portugal Telecom para o PT quitar dívidas de campanhas eleitorais. A acusação foi feita pelo operador do mensalão, Marcos Valério, e levou à abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) em 2013.

A Procuradoria pediu o arquivamento das investigações, em setembro de 2015. Responsável por revisar atos como arquivamentos de inquéritos, a Câmara de Combate à Corrupção decidiu reabrir as investigações com base nos mesmo autos da investigação original.

A 5ª Câmara de Coordenação e Revisão é dedicada ao combate à corrupção e atua nos feitos relativos aos atos de improbidade administrativa previstos na Lei nº 8.429/92, nos crimes praticados por funcionário público ou particular (artigos 332, 333 e 335 do Código Penal) contra a administração em geral, inclusive contra a administração pública estrangeira, bem como nos crimes de responsabilidade de prefeitos e de vereadores previstos na Lei de Licitações.

O pedido de reabertura do inquérito pode estar relacionado com a guerra da Polícia Federal contra Janot, deflagrada após o controverso acordo firmado pelo procurador com os criminosos da JBS. Após a manobra de Janot e Joesley, a Polícia Federal passou a agir no sentido de preservar os danos na imagem da Operação Lava Jato e desligou a força-tarefa dos procuradores da República da investigação em Curitiba.

Há poucos dias, a Polícia Federal celebrou um acordo com o publicitário Marcos Valério, contrariando os interesses de Janot, que entrou com uma ação no STF para impedir que o acordo prospere.  Valério acusou Lula e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci de terem negociado pessoalmente o repasse do dinheiro, num acerto dentro do Palácio do Planalto. Segundo o operador do mensalão, contas no exterior teriam sido indicadas a Miguel Horta, executivo da Portugal Telecom, para que ele providenciasse os depósitos.
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