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Desesperado, Janot tenta salvar acordo de delação de Sérgio Machado e denuncia Renan, Jucá e Sarney na Lava Jato



Diante da ameaça de cancelamento da delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o procurador-geral da República, em um ato de desespero, denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira os senadores do PMDB Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Garibaldi Alves (RN) e Valdir Raupp (RO), o ex-presidente José Sarney, do PMDB.

Há poucos dias, a Polícia Federal passou a questionar o acordo firmado por Janot com Sérgio Machado, que estranhamente, não denunciou os ex-presidentes Lula e Dilma ou outros membros da cúpula do PT. Machado ocupou a presidência da Transpetro, empresa controlada pela Petrobras, por mais de 11 anos, durante os governos de Lula e Dilma. O modus operandi de Janot neste caso foi similar ao adotado no acordo de delação com os criminosos da JBS.

Em relatório de 59 páginas enviado ao Supremo Tribunal Federal, delegada da PF, Graziela Machado da Costa e Silva, afirmou que a colaboração do ex-presidente da Transpetro 'mostrou-se ineficaz' e que Machado ‘não merece’ benefícios da delação' concedidos por Janot.

A delegada da Polícia Federal desqualificou a colaboração de Machado que, para se livrar da prisão, gravou conversas com os caciques do PMDB, os senadores Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR) e o ex-presidente José Sarney (AP), nas quais predominou suposta tentativa de obstrução da Operação Lava Jato.

Janot concedeu benefícios não apenas a Sérgio Machado, mas também para seus três filhos, apontados nas investigações como lavadores internacionais do dinheiro desviado da Petrobras. Caso o acordo de Janot com Machado seja cancelado, o ex-presidente da Transpetro só conseguiria manter os benefícios caso revelasse a participação de Lula e Dilma nos esquemas criminosos na Petrobras e parece que é justamente isso que Janot quer evitar a qualquer custo.

Faltando poucos dias para entregar o cargo, Janot está tentando de tudo para garantir seus acordos que protegeram a cúpula do PT. Esta semana, o MPF homologou às pressas o acordo de leniência com a J&F Investimentos S.A., que controla o frigorífico JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

É claro que ninguém é santo nesta história, mas é estranho que os acordos de delação firmados por Janot não tenham levado nenhum petista para a prisão. Neste momento, Lula e Dilma estão participando da caravana da vergonha pelo nordeste, em plena campanha para as eleições de 2018.
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