\imprensa Viva
.

Após críticas a acordos de delação, Janot ataca Polícia Federal e afirma que policiais só sabem investigar



Após uma sequência enorme de críticas a acordos de delação premiada que não resultaram em nada contra os principais suspeitos de crimes, como os integrantes do PT, O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, resolveu partir para o ataque contra a Polícia Federal.

Em entrevistá à Folha Janot disse que a Polícia Federal só ataca acordos dos quais não participa.

"Toda a discordância da PF conosco gira em torno de um negócio que chama colaboração premiada. Existe uma disputa de poder em cima da colaboração. Aquilo que a PF faz, e bem, é investigação. Eu ajuizei [no Supremo] uma ADI [Ação Direta de Inconstitucionalidade] que diz que polícia não pode fazer colaboração premiada", disse Janot, defendendo o monopólio nos acordos de delação.

Na entrevista, Janot tentou ainda constranger a Polícia Federal no caso do controverso acordo de delação da JBS, lembrando que eles também participaram das "operações controladas".

Janot foi o responsável por acordos suspeitos entre criminosos diretamente ligados aos governos petistas de Lula e Dilma, como o do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, do ex-senador Delcídio Amaral, da Odebrecht e da JBS. Em todos os acordos, Janot concedeu benefícios que agora estão sendo contestados pela PF, uma vez que, estranhamente, os beneficiários dos acordos não entregaram provas contra os petistas, que ainda estão soltos.

Por outro lado, Janot barrou outros acordos com altíssimo potencial de incriminar o ex-presidente Lula e vários membros do PT, como o do empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS e do publicitário Marcos Valério, operador do PT no mensalão.

O caso de Léo Pinheiro foi um dos mais graves. Janot determinou a suspensão das negociações do acordo de delação premiada do ex-presidente da OAS e de outros executivos da empresa, que além de envolver o ex-presidente Lula em diversos crimes, implicava ainda o ministro do STF Dias Toffoli, um ex-advogado do PT.

Na época, Janot mentiu e negou a existência de qualquer tratativa com os delatores da OAS envolvendo o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Uma semana depois, voltou atrás e reconheceu a gravidade das denúncias dos executivos da OAS. "Durante as negociações do acordo da OAS, foram discutidos fatos a respeito do ministro Toffoli. O procurador da República não disse em momento algum que o anexo não existia". Desde então, Janot fechou as portas da procuradoria para os executivos da empreiteira.

Nenhum petista foi condenado com base nos acordos de delação promovidos por Janto, apesar do profundo envolvimento dos beneficiários dos acordos com a organização criminosa comandada por Lula. A sensação de impunidade em muitos casos é amplificada durante a atuação de Janot a frente do órgão. Grupos econômicos poderosos, políticos e empresários inescrupulosos faturaram bilhões com a corrupção do PT, mas estão todos livres. Não fosse a atuação da PF e a determinação do juiz Sérgio Moro, nenhum petista teria sido preso até hoje.

Com informações da Folha
_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget