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46 deputados não teriam sido eleitos e 13 partidos perderiam assentos no Congresso, caso "distritão" valesse em 2014



O projeto aprovado na comissão da Câmara no âmbito da reforma política da emenda que estabelece o chamado "distritão" para a escolha de deputados federais, deputados estaduais e vereadores deve dar uma nova cara para o Congresso. Caso a proposta seja aprovada na pelo plenário da Câmara (votação em dois turnos) e pelo Senado, deve passar a vigorar o voto majoritário onde são eleitos apenas os candidatos mais votados já partir da próxima eleição.

No sistema atual, o proporcional, os puxadores de votos como Tiririca acabam levando para o Congresso candidatos com pouquíssimos votos.

Pelo sistema atual, o eleitor vota no partido ou no candidato e os partidos podem se juntar em coligações entre vários partidos. É calculado o quociente eleitoral, que leva em conta os votos válidos no candidato e no partido. A partir da soma de todos os votos, é definido o número de vagas que cada coligação e cada partido terá a direito. Neste caso, os "puxadores de votos", candidatos bem votados que garantem vagas para outros integrantes da coligação.

Se o projeto estivesse valendo nas eleições de 2014, 13 partidos perderiam assentos no Congresso, 8 ganhariam e 7 não teriam representação alterada.  9% do total dos deputados eleitos na última eleição proporcional (46 deputados) não se elegeriam. Nas últimas eleições, os maiores puxadores de votos foram Celso Russomanno (PRB) e Tiririca (PR), em São Paulo, e Jair Bolsonaro (PP) e Clarissa Garotinho (PR), no Rio. Russomano elegeu 5 deputados em 2014. Em 2010, A votação em Tiririca correspondeu a 4,5 parlamentares, contanto com ele mesmo. Com o excedente de Tiririca, 1,049 milhões de votos, além de Protógenes conseguiram uma vaga na Casa Otoniel Lima (PRB-SP) e Vanderlei Siraque (PT-SP), da coligação PRB / PT / PR / PC do B / PT do B e José Genoíno do PT, conseguiu apenas a vaga de primeiro suplente com menos de mil votos.

Com a mudança, cada estado ou prefeitura vira um distrito eleitoral e passam a ser eleitos apenas os candidatos mais votados de cada distrito, aumentando assim a representatividade popular de cada região, a exemplo do que já acontece em uma eleição majoritária na votação para de presidente da República, governador, prefeito e senador.

Apesar das vantagens sob o ponto de vista democrático, onde um candidato mais votado não perderá a eleição para um anônimo sem votos, caberá ao povo avaliar mais detidamente a proposta de cada postulante aos cargos públicos. Isto faz parte do amadurecimento do processo democrático, o que demanda maior responsabilidade por parte do eleitor. Eleger artistas, candidatos famosos ou políticos tradicionais pode não ser o melhor caminho para o país que quer evoluir e superar os grandes desafios.
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