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Transparência Internacional comemora condenação de Lula. Entidade era queridinha do PT antes do partido chegar ao poder



Enquanto o ex-presidente Lula e os representantes da esquerda brasileira tentam criar a ilusão de que o petista é alvo de perseguição política, entidades internacionais importantes celebram a condenação do ex-presidente e parabenizam as instituições brasileiras pelo avanço no combate à corrupção no país.

"A condenação do ex-presidente Lula a mais de nove anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção pode significar uma mudança na maneira como o Brasil lida com a "impunidade em relação aos poderosos". Mas disso dependerá o resultado das investigações contra lideranças "de todos os campos do espectro político" envolvidas na operação Lava Jato.

Essa é a opinião da Transparência Internacional, organização sem fins lucrativos sediada na Alemanha cujo principal objetivo é o combate à corrupção. Dados da entidade sempre foram explorados por setores da esquerda brasileira antes da chegada de Lula ao poder em 2003. De lá para cá, no entanto, membros de partidos como o PT, PCdoB e PSOL passaram a ignorar os alertas emitidos pela entidade sobre a escalada da corrupção no país ao longo da última década.

"Não há dúvida de que a condenação do ex-presidente Lula é um passo importante, mas se ela vier acompanhada por outras condenações de lideranças de todos os campos do espectro político, teremos uma evidência mais do que clara de que não existe qualquer coloração ideológica ou partidária por trás desse processo", diz Bruno Brandão, representante brasileiro da entidade, à BBC Brasil.

Em comunicado enviado à imprensa, o peruano José Ugaz, presidente da entidade, afirmou que a condenação de Lula mostra que o "Estado de Direito funciona no Brasil".

Antes de ser presidente da Transparência Internacional, Ugaz foi o procurador responsável pelo caso que culminaria na prisão do ex-presidente do Peru Alberto Fujimori.

Segundo ele, o escândalo da Lava Jato "implicou políticos de todos os partidos e os empresários mais poderosos do Brasil. Não surpreende que os investigadores e os juízes da Lava Jato estão agora enfrentando ataques de todos os lados".

"Isso prova que a corrupção não distingue ideologia ou partidos políticos. A Transparência Internacional defende que haja garantias de que as investigações possam continuar e que todos os processos judiciais permaneçam independentes e livres da interferência de qualquer partido político", afirmou Ugaz.

PERCEPÇÃO DE CORRUPÇÃO

No ano passado, o Brasil ficou em 79º lugar entre 176 países em um ranking da entidade sobre a percepção de corrupção. É a mesma posição de China, Belarus e Índia.

O estudo leva em consideração a percepção de corrupção entre servidores públicos e políticos. Quanto melhor um país está situado no ranking, menor é a percepção da corrupção por seus cidadãos.

Segundo a Transparência, o Brasil caiu "significativamente" nos últimos anos devido aos escândalos de corrupção envolvendo políticos e empresários, revelados pelas investigações da operação Lava Jato.

"Apesar disso, o país mostrou neste ano (2016) que, através do trabalho independente de organismos responsáveis pela aplicação da lei, é possível responsabilizar publicamente aqueles antes considerados intocáveis", observou a entidade.
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