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Tentativa de vincular prisão de Geddel ao governo Temer é apelação. Sem foro, foi preso por crimes no governo Dilma



O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi um dos homens forte do governo Lula e manteve sua influência durante os governos Dilma e teve uma pequena participação no governo Temer.  Na decisão em que decreta a prisão preventiva de Geddel, o juiz Vallisney Oliveira destaca que o peemedebista foi detido por sua participação em esquemas criminosos na Caixa cometidos entre 2011 e 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Geddel só foi preso pelo simples fato de não ter sido blindado pelo governo Temer, que se livrou do ex-ministro após ele ter sido acusado de pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (Cultura) para viabilizar um empreendimento na Bahia.

Geddel foi preso no âmbito da Operação Cui Bono, da Polícia Federal, que investiga um gigantesco esquema de distribuição de propina decorrentes de empréstimos de diversas operações junto à Caixa Econômica Federal para favorecer empresas amigas do PT, como a Odebrcht, JBS-Friboi e Eike Batista. Em depoimento recente, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro afirmou que intermediou o pagamento de R$ 20 milhões da JBS a Geddel. A PF suspeita de esquema de fraudes na liberação de créditos no período do governo Dilma para beneficiar o Grupo JBS, do empresário e criminoso confesso Joesley Batista, que inclusive seria preso agora, junto com Geddel, caso não tivesse acertado na loteria através do bilhete premiado que ganhou de Janot.

A investigação que levou a prisão preventiva do ex-ministro não possui nenhum vínculo com o governo Temer. Caso resolva abrir o bico, Geddel poderá esclarecer como o PT de Lula e Dilma atuava na liberação de recursos do Funo da Caixa não apenas para a JBS, mas também para a Odebrecht e Eike Batista. Andre Luiz de Souza, ex-sindicalista da CUT e integrante do comitê de investimento do fundo, era, segundo oito delatores, o responsável pela liberação de recursos do FI-FGTS. O ex-sindicalista da CUT atuou na área de aconselhamento e decisão do FGTS durante os governos de Lula e Dilma Rousseff. Mesmo atuando na Caixa Econômica Federal, Andre Luiz de Souza conseguiu liberar mais de R$ 3 bilhões em recursos do FGTS para empresas amigas do PT. Em e-mails obtidos pela Polícia Federal, Marcelo Odebrecht aponta André Luiz de Souza como “nosso parceiro do FGTS e do FI-FGTS”.

A investigação começou a partir de elementos colhidos em um antigo celular do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que anunciou a poucos dias que fará sua delação premiada na qual deve esclarecer encontros que manteve com o ex-presidente Lula e Joesley Batista, os maiores interessados em acobertar o esquema de corrupção envolvendo a liberação de bilhões do fundo da Caixa à época do governo Dilma. Ao contrário do que a Globo e outros satélites tentam insinuar, este não é um fato novo e em nada afeta o governo Temer, exceto pelo fato do presidente, por razões óbvias, se relacionar com integrantes do PMDB.







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