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Tempo de Janot está se esgotando junto com a paciência do brasileiro sobre acordo com bandidos da JBS



Até o momento, de nada adiantou ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, conceder uma série de entrevistas para tentar justificar o indecente acordo de delação que fechou com os criminosos confessos da JBS-Friboi, como Joesley Batista, Wesley Batista e Ricardo Saud.

Nem com a ajuda da Globo, que convocou o ilustre jornalista Roberto d'Ávila para entrevistar o procurador e lhe dar uma canja, Jano conseguiu apresentar algum argumento que valesse um centavo.
Janot pareceu mais desesperado do que seguro ao afirmar que os irmãos Batista impuseram como condição para delatar a imunidade total, ou seja, e a garantia de que não iriam responder a nenhum dos crimes denunciados. "Essas pessoas chegaram para mim e disseram assim: ‘Nós aceitamos negociar tudo, mas a 'não denúncia' a gente não aceita negociar’. Eu me vi na seguinte escolha de Sofia", justificou o procurador, procurando dar uma dramaticidade ao fato de ter concedido imunidade eterna as criminosos sem receber nenhuma prova em troca.

A expressão "escolha de Sofia" a que Janot se referiu é uma alusão ao trecho do romance de William Styron. Na história, Sofia é uma polonesa que vai parar nas mãos de nazistas, sob acusação de contrabando. Sofia é presa com seus dois filhos pequenos, um menino e uma menina, no campo de concentração de Auschwitz durante a II Guerra. Um sádico oficial nazista dá a ela a opção de salvar apenas uma das crianças da execução, ou ambas morrerão, obrigando-a à terrível decisão.

Convenhamos, Janot exagerou. Não ao usar a metáfora da Sofia, mas ao conceder tantos benefícios em troca de praticamente nada. O Brasil inteiro esperava uma prova devastadora contra Temer e a prisão imediata de Lula e Dilma no dia seguinte ao acordo com os bandidos da JBS. Afinal, os dois ex-presidentes foram cúmplices do assalto dos açougueiros de Goiás nos cofres do BNDES.

O problema de Janot é que os dias estão passando e nada dele aparecer com alguma novidade. O povo está ficando cada vez mais impaciente com esta treta montada com Joesley Batista e homologada pelo ursão da Dilma, o ministro do STF, Edson Fachin.

O mandato de Janot na PGR termina no dia 17 de setembro. Se até lá ele não aparecer com algo que justifique tanta generosidade com os bandidos da JBS e uma denúncia implacável contra Lula, Dilma e Temer, nada de flechinha de bambu, mas uma denúncia recheada de provas irrefutáveis, sua situação vai ficar bastante delicada.

O mínimo que o Brasil espera de um homem que ocupa o cargo de procurador-geral da República é que ele seja homem suficiente para se responsabilizar sobre suas atitudes. Se Janot não conseguir convencer o povo de que agiu certo, caberá à sua sucessora, Raquel Dodge, corrigir as lambanças e cancelar o acordo supostamente criminoso.


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