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Temer vai de Forças Armadas e PF para combater criminalidade que floresceu no Rio durante governos PT de Lula e Dilma



O ministro da Defesa, Raul Jungman confirmou o emprego da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança e das Forças Armadas para combater a crescente onda de criminalidade que tomou conta do Rio de Janeiro nos nos últimos anos. A idade média dos criminosos, segundo fontes da Secretaria de Segurança Pública do Rio, é de 23 anos, o que significa que toda esta mão de obra do crime organizado foi formada durante os governos do PT de Lula e Dilma. A conivência de certos meios de comunicação com a bandidagem no Rio acabou ajudando a florescer ainda mais a cultura do crime entre as comunidades menos assistidas pelo Estado.

Segundo ministro da Defesa, as Forças Armadas já até constituíram um estado-maior conjunto para operações integradas no Rio de Janeiro e que o ministério está preparado para apoiar a fase Rio de Janeiro do Plano Nacional de Segurança definido pelo governo federal para até o fim do próximo ano. De acordo com Jungmann, as Forças Armadas poderão ser usadas se houver necessidade.

“Estamos ativando as Forças Armadas, em função do Plano Nacional de Segurança, fase Rio de Janeiro. Este é um plano que irá até o fim do governo [Temer] e será feito conjuntamente com o governo do Rio de Janeiro e muito em breve terá o seu início, contando com apoio integral, permanente, toda vez que se fizer necessário, das Forças Armadas”, disse Jungmann, após reunião com o presidente Michel Temer.

"Nós já estamos ativando um Estado-Maior Conjunto com Exército, Marinha e Aeronáutica para apoiar esse plano integrado de segurança que vai envolver todos os dispositivos policiais do governo federal e estadual. A essência deste plano é a inteligência para que você saiba onde está o comando do crime organizado. Ao mesmo tempo você identificar onde estão os arsenais. Utilizando o efeito surpresa e a integração de todas as forças sejam elas policiais e militares golpear o crime organizado, a bandidagem no Rio de Janeiro".

De acordo com o ministro como a "essência é a surpresa", ele não pode anunciar quando terá início a operação.

"A presença será permanente mas descontínuo, ou seja, teremos ações que serão realizadas contando com apoio das Forças Armadas e policiais. No momento seguinte se para essa operação e se iniciam outras e mais outras. No caso das Forças Armadas nós não precisamos de muitos recursos de fora. Só para dar um exemplo, a Vila Militar, que é a maior unidade militar da América do Sul, tem 12 mil homens. Na totalidade das três Forças temos 35 mil homens. Ou seja, só em caso de necessidade de uma macro-operação em apoio às ações policiais caso seja necessário", afirmou o ministro.

As ações do Plano Nacional de Segurança no Rio de Janeiro preveem o emprego de 620 integrantes da Força Nacional, que já estão no estado. Nas últimas duas semanas, chegaram ao Rio 240 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Até o fim deste mês, chegarão mais 140 policiais. Segundo a PRF, o novo contingente vem de outros estados e se concentrará em locais e horários de maior incidência de crimes com a função de fiscalização e de abordagem.

Segundo o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ministro Sérgio Etchegoyen, a reunião de hoje não teve objetivo de notícias bombásticas e pirotécnicas. “Não queremos ações midiáticas, mas ações de resultados. É nisso que estamos trabalhando." Etchegoyen ressaltou que o presidente Michel Temer determinou que todos os meios disponíveis na União – órgãos de segurança pública, Forças Armadas e de inteligência – fiquem à disposição do Plano Nacional de Segurança Pública, "à disposição deste esforço no Rio de Janeiro”.

Ele ressaltou, porém, que a atuação das Forças Armadas, se necessária, não terá caráter de ocupação permanente. O ministro informou que o presidente Temer determinou a instalação de um comando conjunto das três Forças no Rio de Janeiro para que, quando for necessário o emprego de força armada, isso aconteça. "Não estamos trabalhando com ocupações prolongadas, diárias e de interdições. Não. Estamos com ações pontuais que vão trazer os resultados de que nós precisamos e dos quais tanto carece a sociedade do Rio de Janeiro.”

Etchegoyen destacou que as ações já contam com recursos orçamentários, que permitirão realizar as ações previstas até o fim do ano que vem, nas condições que foram apresentadas. “A palavra-chave, o elemento essencial da reunião de hoje, é a garantia da integração de todos os esforços de todas as esferas da União e de todos os órgãos de cada esfera administrativa”, afirmou.

O secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, José Levi Mello do Amaral Júnior, disse que, pelo ministério, a Polícia Federal fará parte das atividades do plano no Rio de Janeiro, junto com a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional, de forma integrada às demais áreas de segurança. De acordo com o secretário, a ideia é reproduzir o legado de grandes eventos, como os Jogos Olímpicos. Ele enfatizou, porém, que o governo federal não deixará de atuar de maneira coordenada no Rio de Janeiro.

O efetivo da Polícia Rodoviária Federal Rio de Janeiro vai desenvolver a Operação Égide, de combate ao roubo de cargas nas rodovias federais que cofrtam o estado, mas poderá atuar também em outras rodovias. “Para fazer frenteao grande problema do roubo de cargas nas rodovias de competência da Polícia Rodoviária Federal, sem prejuízo de, em coordenação com o governo do Rio, ter outras obrigações em outras rodovias”, acrescentou Levi.

A PRF informou que o nome Égide foi dado à operação porque, “na mitologia grega, Égide era o escudo que pertencia à deusa Palas Atenas e passou a significar proteção, aquilo que pode servir para amparar, o que oferece defesa, objetivo da Operação Égide em relação aos usuários das rodovias federais”.


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