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Temer prestigia Reinaldo Azevedo com ligação surpresa e concede entrevista exclusiva ao ex-colunista da Veja



Apesar das controversas críticas à Lava Jato, o jornalista Reinaldo Azevedo foi um dos poucos representantes da imprensa nacional que não embarcou na trama engendrada na Procuradoria-Geral da República e no Supremo Tribunal Federal com os criminosos da JBS para derrubar o governo Temer. A Rede Globo, o maior grupo de comunicação do país, deu todo suporte ao enredo desenvolvido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot e o criminoso confesso Joesley Batista, descrito no vergonhoso acordo de delação premiadíssima homologado pelo ministro do STF, Edson Fachin, mais conhecido como "O Ursão" de Dilma.

Reinaldo havia comentado uma nota de Mônica Bergamo durante seu programa “O É da Coisa”, na BandNews FM, na qual a colunista afirmava que presidente Temer estaria abatido com os últimos episódios envolvendo seu nome.

Um assessor do Palácio do Planalto, que ouvia o programa, levou a informação ao presidente, que decidiu ligar para a redação para falar diretamente com Reinaldo Azevedo e lhe agradecer a presteza com que vinha informando seus ouvintes sobre os fatos recentes. Parecia mais uma pegadinha. Reinaldo teve dificuldade em se dar conta de que estava mesmo falando com Temer ao Telefone. Acompanhe abaixo a conversa do presidente com o jornalista.


Reinaldo Azevedo: Michel Temer Temer?

Michel Temer: Diga, Reinaldo, tudo bem com você?

Reinaldo Azevedo: Michel Temer… É o Michel Temer mesmo, é?

Michel Temer: Já estou te dando um abraço aqui, para começar a conversar com você.

Reinaldo Azevedo: Olha, deixa eu dizer… Presidente Michel Temer, boa noite! Fico feliz que o senhor esteja ligando, mas é que fica parecendo combinação. E realmente não é.

Michel Temer: Não é. É que eu soube…

Reinaldo Azevedo: O presidente decidiu ligar para cá.

Michel Temer: Você sabe que eu soube que você deu umas informações aí, minha assessoria me falou, aí eu disse: “Olhe, deixa eu dar um abraço no Reinaldo e nos seu ouvintes e trocar umas ideias.

Reinaldo Azevedo: Presidente, eu comentei sobre o senhor hoje, e, antes que comecem as vozes que um poeta chama “Vanguarda do não”, a perguntar: “Não vai perguntar para o Michel Temer sobre a prisão do Geddel?” Não! Porque o presidente não é do Ministério Público; o presidente não é da Justiça; o presidente não tem nem obrigação nem dever de ficar respondendo a essas questões. O que eu quero saber, presidente, é que história é essa de o senhor estar meio desanimado. A semana passada parece que foi boa, não?

Michel Temer: Foi boa, viu, Reinaldo? E você sabe que eu estou animadíssimo. Aliás, essas coisas — já tive a oportunidade de dizer, penso até que no seu programa, essas coisas que acontecem me vitalizam. Eu até li, realmente, em uma coluna, que eu estaria abatido, que a minha família estaria abatida. Até pensei, nós temos um cachorro lá, eu falei: será que o cachorro também está abatido? Uma coisa realmente irreal.

E eu digo isso com muita tranquilidade, viu, Reinaldo? Porque eu estou cada vez mais animado. E especialmente animado porque, na verdade, nós estamos indo muito bem. As reformas estão indo adiante, a inflação está caindo. Aliás, viu, Reinaldo?, me permita dizer: hoje mesmo, nós temos dados novos, por exemplo, a Confederação Nacional da Indústria divulgou uma pesquisa que mostra que as vendas das fábricas brasileiras aumentaram 5,5% em maio.

Por outro lado, também dado que eu recebi hoje, a capacidade instalada na indústria também melhorou, está em 77.4%. E na área do comércio exterior, me permita fazer esse breve relato a você, nós tivemos em junho o melhor resultado para o mês da série histórica, ou seja, desde 1989.

Reinaldo Azevedo: Falamos disso há pouco, quer dizer, existe uma balança comercial aí, em recuperação, há sinais bastante importantes na economia. Agora, não obstante, presidente, acho que essa história de que o senhor poderia estar um pouco desanimado deriva também dos levantamentos que se fazem: “Ah os deputados da base estão recalcitrantes, não declaram votos”. O senhor tem confiança de que tem o apoio do Congresso? O senhor disse, não faz tempo, que o seu governo é um governo semiparlamentarista. O senhor tem confiança de que a base do Congresso estará com o senhor?

Michel Temer: Eu tenho, viu, Reinaldo? Você sabe que eu estarei muito obediente àquilo que a Câmara dos Deputados decidir. Mas eu dou um dado interessante para você: há cerca de 363 indecisos. Você sabe que os indecisos, Reinaldo, são aqueles que vão dar o seu voto no último momento. Os que são contra dizem logo que são contra.

Reinaldo Azevedo: Sim.

Michel Temer: Então, eu tenho a esperança, no sentido de quase certeza, digamos assim, absoluta, de que nós vamos ter sucesso na Câmara dos Deputados. Até por uma razão, viu, Reinaldo? Quando você examina a tal da denúncia, você vê desde logo a sua inépcia, quer dizer, uma denúncia frágil, inconsistente e capaz de, digamos assim, quando a Câmara dos Deputados tomar conhecimento da defesa que será feita, defesa que serão meras explicações, você verá que a votação necessária para processar a denúncia não se dará. Disso, eu tenho quase absoluta certeza. Ainda mais, viu, Reinaldo, quando eu disser que, só neste período, agora em junho, as exportações cresceram quase 24% em comparação com junho do ano passado.

Então, nós temos isso: o Brasil não para, o Brasil continua, e nós temos certeza daquilo que estamos fazendo. Não só no plano governamental como, naturalmente, no plano ético e no plano moral.

Reinaldo Azevedo: Muito bom, presidente! Muito obrigado! Fico honrado, sim, de o senhor ter ligado. E, claro!, eu sou eu, falo o que eu quero. Sobre a denúncia, lembro de novo que — e aí o

Michel Temer: não precisa falar nada; falo eu: o procurador-geral da República foi a um congresso de jornalistas e deixou claro que  não existe prova na sua denúncia. Tanto é que ele comparou a prova que precisaria apresentar com prova diabólica, numa linguagem inclusive imprópria para o Direito Penal. Então, eu espero que os deputados vejam isso também e coloquem fim a essa aventura que, e o presidente pode até pensar outra coisa, eu digo com todas as letras: acho de caráter golpista.

Michel Temer: É, eu não vou dizer nada a você [sobre o meu comentário – NR]…

Reinaldo Azevedo: Por favor, não.

Michel Temer: Apenas dou um grande abraço a você. E cumprimento mais uma vez você pelo sucesso do seu programa. E um abraço aos seus ouvintes, Reinaldo. Obrigado.

Reinaldo Azevedo: Muito obrigado, presidente. É isso aí, obrigado. Olha aí, o Michel Temer ligando para nós.



Leia a matéria completa na Coluna do Reinaldo Azevedo
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