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Sérgio Moro rasga o verbo e diz que ex-tesoureiro João Vaccari Neto roubava na Petrobras para o PT



O juiz federal Sérgio Moro rasgou o verbo ao negar o pedido de liberdade do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto na última semana. Segundo Moro, o herói do partido teve papel central nos esquemas de corrupção na Petrobrás por ‘roubar’ para o PT dinheiro oriundo de contratos entre a estatal e empreiteiras do cartel. A declaração foi dada em relatório de esclarecimentos que o magistrado prestou ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) no âmbito de pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do petista. No documento, Moro se manifesta pela manutenção do encarceramento de Vaccari.

Atendendo a pedidos de esclarecimentos solicitados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região no âmbito de habeas corpus movido pela defesa do ex-tesoureiro do PT, Moro foi direto ao ponto e apontou o ‘papel central’ do ex-tesoureiro do PT nos esquemas criminosos do partido na estatal.

“Considerando os casos já julgados, era ele o principal arrecadador de vantagens indevidas junto às empresas fornecedoras da Petrobrás para campanhas do Partido dos Trabalhadores”, sustentou.

O magistrado ainda disse ser ‘importante esclarecer que não há prova material de enriquecimento ilícito de João Vaccari Neto, pois, considerando os casos já julgados, roubava ele para o partido e não para ele próprio’.

Moro lembrou que Vaccari não foi colocado em liberdade, pois já foi condenado criminalmente em outros processos:

1 - Foi condenado na ação penal 5045241-84.2015.4.04.7000 por crime de corrupção passiva a pena de nove anos de reclusão. Houve apelação, pendente de julgamento perante esta Egrégia Corte. Não há prisão preventiva de João Vaccari Neto vinculada a estes autos.

2 - Foi condenado na ação penal 5061578-51.2015.4.04.7000 por crime de corrupção passiva a pena de seis anos e oito meses de reclusão. Houve apelação, pendente de julgamento perante esta Egrégia Corte. Não há prisão preventiva de João Vaccari Neto vinculada a estes autos.

3 - Foi condenado na ação penal 5054932-88.2016.4.04.7000 por crime de corrupção passiva a pena de seis anos de reclusão. Houve apelação, estando ela em tramitação ainda perante este Juízo. Não há prisão preventiva de João Vaccari Neto vinculada a estes autos.

4 - Foi condenado na ação penal 5013405-59.2016.4.04.7000 por crime de corrupção passiva a pena de dez anos de reclusão. Houve apelação, pendente de julgamento perante esta Egrégia Corte.

“Também a título informativo, esclareça-se que, em todas as condenações por crimes de corrupção, a progressão de regime foi condicionada à devolução do produto do crime, o que não ocorreu, da parte de João Vaccari Neto, em nenhuma delas”, concluiu Moro.

Leia aqui a manifestação de Moro na íntegra

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