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Se Sérgio Moro fosse inocentar Lula, já teria anunciado decisão, avaliam juristas



A demora do juiz federal Sérgio Moro em proferir a sentença do ex-presidente Lula na ação penal em que o petista figura como réu, acusado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa relativos ao processo do triplex no Guarujá pode ser um péssimo sinal para o petista.

A defesa do ex-presidente Lula apresentou há mais de quinze dias as alegações finais relativas ao caso. Moro está profundamente familiarizado com os autos do processo por se tratar da primeira denúncia que acolheu da força-tarefa da Lava Jato contra o petista, em 20 de setembro de 2016.

Na ocasião, o ex-presidente Lula foi classificado pelos procuradores do Ministério Público Federal do Paraná como chefe da organização criminosa que vitimou a Petrobras é um gigantesco esquema de corrupção.  Moro concordou que havia indícios suficientes contra o acusado, apontado pelos procuradores por ter recebido propina da empreiteira OAS. A empreiteira, dirigida pelo ex-amigo de Lula, Léo Pinheiro, repassou vantagens indevidas ao petista de forma indireta e fraudulentamente, em troca de contratos bilionários na Petrobras. A propina, estimada pelos procuradores em R$ 3,7 milhões, foi paga pela OAS de duas maneiras: por meio do armazenamento secreto de bens de Lula num depósito e, também, pela reforma e entrega do famoso apartamento tríplex no Guarujá.

Segundo o Estadão, "Investigadores, assessores e advogados que acompanham de perto o andamento dos processos da Lava Jato em Curitiba avaliam que o juiz Sérgio Moro deve demorar mais alguns dias para dar a sentença no processo". O juiz da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba deve ser ainda mais meticuloso na decisão sobre Lula, sobretudo pelo peso político da decisão. “O Moro sabe da importância dessa sentença. Portanto, vai revisar e revisar antes de proferir a decisão”, afirmou uma fonte".

O aspecto que está pesando no "capricho" de Moro ao elaborar sua sentença é que sua decisão terá que ser ratificada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4)  em segunda instância. Há poucos dias, o Tribunal absolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado por Moro na primeira instância a 15 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

"Caso fosse para absolver o ex-presidente Lula, Moro não precisaria de mais tempo, tendo em vista seu domínio extenso sobre todos os aspectos do processo" diz, outra fonte. 
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