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Quem é de esquerda não pensa e deixa esta tarefa para os dirigentes dos partidos, diz filósofo Ruy Fausto




"O pessoal se recusa a pensar por conta própria porque acha que quem pensa são os dirigentes do partido". Esta é a opinião de Ruy Fausto, ativista de esquerda, professor emérito da USP e doutor em filosofia pela Universidade Paris.

Mais perdido que cego em tiroteio, o filósofo petista tenta redesenhar um caminho para o que seria a nova esquerda brasileira, totalmente esfacelada pela cultura da corrupção que permitiu a chegada e manutenção do PT e de seus aliados no poder por mais de uma década e meia.

Ruy Fausto é a prova viva de que os intelectuais de esquerda não servem para nada, inclusive para ditar os próprios rumos. Ao admitir que os simpatizantes e ativistas de esquerda não possuem ideias próprias, que são verdadeiros zumbis a espera do comando de seus líderes, Ruy Fausto pelo menos acerta em cheio ao diagnosticar o "problema das esquerdas brasileiras".

Enquanto seus líderes promovem falsos conceitos entre seus seguidores, nos bastidores se encarregam de saquear os cofres públicos com a ajuda de empresários corruptos, como Marcelo Oderecht, Léo Pinheiro, Eike Batista e Joesley Batista. Os militontos permanecem presos aos seus discursos ultrapassados, incapazes de perceber o quanto estão sendo usados, já que não pensam.

É fato que o PT ajudou a jogar na lata do lixo o termo "intelectual" ao elencar um rol de gênios que se dedicam exclusivamente a exaltar a figura de seus líderes corruptos em detrimento de outras correntes ideológicas da sociedade. A constatação da inépcia do intelectuais do PT e da esquerda brasileira naquilo que costuma se propor é bastante embaraçosa, diante do fracasso absoluto de um projeto de poder inteiramente baseado na corrupção.  Os intelectuais da esquerda não conseguiram conter a derrocada da própria esquerda, que dirá apontar seus novos caminhos. Se os intelectuais da esquerda fossem de fato tão úteis, teriam conseguido ao menos minimizar a catástrofe que foi a passagem deles pelo poder. Houve um tempo em que a principal atividade de um intelectual era a busca pela verdade. Quando Ruy Fausto defende na entrevista que a esquerda deveria "mentir menos", fica claro que os intelectuais são uma espécie em extinção.

É no mínimo estranho ver um "intelectual" como o filósofo Ruy Fausto se queixar pelo fato dos ativistas de esquerda terem preguiça de pensar por conta própria por fiarem-se no discernimento dos dirigentes de partidos, num momento em que ninguém consegue apontar um caminho para as esquerdas brasileiras. Nem os militantes, nem os dirigentes, nem os intelectuais. Vai entender.

Leia a entrevista de Ruy Fausto na Folha

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