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Quanto mais Janot tenta justificar acordo com criminosos da JBS, mais se complica. O Brasil quer Joesley na cadeia.



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot está enfrentado uma série de dificuldades para tentar justificar o controverso acordo que firmou com os criminosos da JBS, no qual concedeu perdão eterno por centenas de crimes sem praticamente ter recebido nenhuma prova concreta pelos crimes relatados pelos irmãos Batista.

Segundo a jornalista Mirina Leitão, "Quanto mais o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tenta explicar os termos do acordo da delação de Joesley e Wesley, mais fica inexplicável. A frase de Janot “eles aceitavam negociar tudo menos a imunidade” mostra uma rendição. Ele poderia ter endurecido na mesa de negociação. O céu para um criminoso é a imunidade penal. Os Batista pediram o céu e lhes foi dado".

Segundo a jornalista, os irmãos batista colocaram Janot no bolso. "Joesley e Wesley são bons negociadores e chegaram na PGR dispostos a vencer. Venceram". É claro que não é bem assim. A sociedade desconfia que Janot, às vésperas de terminar seu mandato na PGR, preparou uma grande falcatrua com os irmãos Batista para derrubar o governo Temer com o aval da Rede Globo.

A jornalista critica vários pontos das justificativas apresentadas por Rodrigo Janot recentemente em suas insistentes tentativas de tornar o acordo indecente mais "digerível" para o estômago dos brasileiros menos informados:

"Se eu não aceitasse, os empresários continuariam na mesma atividade ilícita que sempre tiveram — disse o procurador na entrevista a Roberto D’Ávila"

Ora, cabia ao procurador-geral lembrar-lhes que se não colaborassem eles teriam um destino bem mais duro, mais dia, menos dia. Estavam em curso quatro investigações contra a JBS. Joesley tinha medo delas. Seu pavor era acordar numa manhã com a polícia em sua casa. Por isso preparou sua isca, a gravação do presidente da República. Com ela foi, junto com o irmão, ao procurador-geral. Os dois pediram o máximo, exatamente porque é assim que se faz numa negociação. Janot ficou tão atraído pelo que eles tinham a entregar que se rendeu. Se tivesse endurecido, eles recuariam. Acabariam colaborando em termos mais aceitáveis para o país. “Eles aceitavam negociar tudo, menos a imunidade.” Tudo o quê? Depois da imunidade, nada recairá sobre eles. A ideia de que “eles continuariam na atividade ilícita que sempre tiveram” demonstra falta de confiança no próprio Ministério Público, como se a única prova possível fosse aquela oferecida na delação.

Ele disse que teve que fazer “uma escolha de Sofia”. Errado. Sofia não tinha saída boa na escolha entre a morte de um dos dois filhos. Mas Janot tinha uma terceira opção: endurecer na negociação, conseguir uma colaboração justa para a sociedade brasileira, em que os criminosos tivessem vantagens, redução de penas, mas não a imunidade, e ele teria os elementos para apurar os crimes de altas autoridades. Faltou a ele frieza e firmeza na negociação. Faltou lembrar que ninguém pode se colocar acima da lei ou fora do seu alcance.

O que os empresários poderiam fazer caso Janot dissesse que não aceitaria negociar a esse preço? Iriam para a casa, esperar a manhã em que a Polícia Federal bateria em sua porta com uma ordem de prisão, em alguma das quatro investigações em curso? Não. Eles aceitariam entregar o material por menos, porque tinham muito a perder. O destino de Marcelo Odebrecht era o que mais temiam.

Joesley montou uma armadilha para o presidente da República. Segundo Míriam Leitão, o centro da acusação de Janot é que Temer era o destinatário final dos R$ 500 mil da mala. E isso, como Janot admitiu, terá que ser provado.

Janot, ao aceitar dar aos irmãos tudo o que pediram, atingiu a alma da Lava-Jato. O que construiu o forte apoio da opinião pública à operação é o combate à impunidade, ou, como prefere o procurador: “Pau que dá em Chico dá em Francisco”. Mas ele poupou os Batista. Esse foi o erro de Janot.

A sensação da sociedade é a de que Janot não poupou apenas os criminosos da JBS, tradicionais cúmplices dos esquemas criminosos montados por Lula e que tiveram continuidade no governo Dilma. Janot poupou também os bandidos do PT. Vai ser difícil agora acalmar o clamor da sociedade, que quer ver Joesley Batista na cadeia. 
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