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Polícia Federal começa a desmontar anos de farsa de Janot na PGR mesmo antes dele deixar o Cargo. É só o começo




A Polícia Federal resolveu agir para salvar a Lava Jato. Quanto mais estranho e incompreensíveis e que sejam os caminhos adotados pela instituição, mais se percebe que a maior investigação do Brasil tinha muitos elementos de marketing que não combinam muito bem com o trabalho técnico realizado pela PF.

O primeiro sinal do confronto aberto pela PF contra o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot foi o mais emblemático de todos. Muitos brasileiros não compreenderam a atitude da instituição de desligar o Ministério Público Federal da força-tarefa da Lava Jato há poucos dias.

O fato é que delegados e investigadores estavam profundamente insatisfeitos por estarem sendo usados para a promoção pessoal de Janot e de outros procuradores que se afeiçoaram ao brilho dos holofotes que a Lava Jato atraia. O uso político da investigação chegou ao limite quando Janot burlou investigações em curso, passou a Polícia Federal para trás e fechou o acordo de delação premiadíssima com os criminosos da JBS para se promover e fazer uso político do caso.

Foi realmente a gota d'água para integrantes da PF, que já estavam insatisfeitos com os vazamentos usados por procuradores e pelo próprio Janot para abastecer a imprensa de citações a nomes de inimigos políticos e blindar outros políticos amigos investigados bem mais comprometidos com crimes.

A cordo feito entre Janot e os criminosos da JBS na calada da noite foi o primeiro no âmbito da Lava Jato sem a participação da Polícia Federal, sem diligências, sem cruzamento de informações com autoridades e instituições financeiras no Brasil e no exterior, sem deflagração de novas operações, com mandatos de busca e apreensão ou prisões preventivas. Janot e Joesley fizeram tudo em silêncio e a PF foi convocada apenas na parte final para participar de operações controladas para lá de suspeitas, segundo fontes internas da PF.

Para preservar a imagem e os trabalhos da Lava Janto, a Polícia Federal concluiu que a melhor opção seria expulsar os procuradores filhos de Janot da força-tarefa e romper o elo com a PGR. Desde então, a Polícia Federal vem realizando um pente fino naquilo que seria o trabalho sujo com conotações meramente políticas, e não técnicas.

O primeiro embuste já foi devidamente descaracterizado. Esta semana, a PF entregou um relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual concluiu que a delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, não foi lá essa coisa toda alardeada pelo PGR Rodrigo Janot. Segundo o relatório da PF,  Machado, um dos delatores da Operação Lava-Jato, não é merecedor dos benefícios concedidos, já que não apresentou nenhuma prova material sobre crimes atribuídos aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente José Sarney (PMDB).

No relatório, assinado pela delegada da Polícia Federal, Graziela Machado da Costa e Silva, fica claro o uso político no acordo resultante de mais uma dobradinha entre Janot e Fachin: "Concluo que, no que concerne ao objeto deste inquérito, a colaboração que embasou o presente pedido de instauração mostrou-se ineficaz, não apenas quanto à demonstração da existência dos crimes ventilados, bem como quanto aos próprios meios de prova ofertados, resumidos estes a diálogos gravados nos quais é presente o caráter instigador do colaborador quanto às falas que ora se incriminam, razão pela qual entende-se, desde a perspectiva da investigação criminal promovida pela Polícia Federal, não ser o colaborador merecedor, in casu, de benefícios processuais abrigados no Art. 4º da Lei nº 12.850/13", escreveu a delegada, numa referência ao dispositivo legal que disciplina as delações.

Segundo o relatório, a Polícia Federal, os agentes investigadores ou mesmo ao juiz, não bastam o simples desejo da PGR para caracterização de crimes.

Ao desprezar o acordo e os elementos usados por Janot para pedir a prisão dos acusados, a Polícia Federal emite um sinal bastante claro de que vai desmontar outros acordos de delação que não produziram nada de concreto, exceto beneficiar criminosos com acordos de redução de pena, multas leves e até mesmo imunidade total, como foi o caso dos irmãos Batista da JBS.

No próximo artigo, mais um caso em que a Polícia Federal partiu definitivamente para o confronto com Rodrigo Janot mesmo antes dele deixar o cargo. É o caso do acordo de delação que a Polícia Federal fechou com o publicitário Marcos Valério.


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