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Petistas se queixam da sapatada de Moro na cara de Lula. Magistrado comparou o petista bandido com Cunha, outro bandido



Os defensores do ex-presidente Lula ficaram revoltados com o fato do juiz federal Sergio Moro ter comparado o petista ao ex-deputado Eduardo Cunha, preso na Lava Jato. Segundo os petistas, no despacho publicado nesta terça-feira (18), Moro pegou exagerou na comparação: "intenção permanente de agredir a honra e a imagem de Lula e sua consequente --e inescondível-- parcialidade".

Os advogados qualificam como "descabida" a comparação da situação de Lula com a do deputado
federal cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), feita por Moro no despacho. Segundo o juiz, Cunha
"também afirmava como álibi que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido
depósitos de vantagem indevida, mas somente 'usufrutuário em vida'".

Segundo Moro. “Todas as questões relativas ao apartamento triplex foram objeto de longa análise da sentença. Mais de uma vez consignou-se que, na apreciação de crimes de corrupção e lavagem, o Juízo não pode se prender unicamente à titularidade formal.”

Adiante, Moro cita que Eduardo Cunha condenado a 15 anos e quatro meses na Lava Jato por propinas do esquema Petrobrás e manutenção de contas secretas na Suíça.

“Assim não fosse, caberia, ilustrativamente, ter absolvido Eduardo Cosentino da Cunha na ação penal 5051606-23.2016.4.04.7000, pois ele também afirmava como álibi que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido depósitos de vantagem indevida, mas somente ‘usufrutuário em vida’.”

A sapatada de Moro veio logo em seguida: “Em casos de lavagem, o que importa é a realidade dos fatos segundo as provas e não a mera aparência.”

“A vantagem indevida, por sua vez, decorre não somente da atribuição ao sr. Presidente da propriedade de fato do apartamento 164-A ou da realização nele de reformas personalizadas, mas sim desses fatos acompanhados da falta do pagamento do preço, ou melhor com abatimento do preço na conta geral de propinas mantida com o Grupo OAS, conforme explicitado na parte conclusiva do tópico II.17.”

“Portanto, a corrupção perfectibilizou-se com o abatimento do preço do apartamento e do custo reformas da conta geral de propinas, não sendo necessário para tanto a transferência da titularidade formal do imóvel.”

Na prática, Moro apenas comparou um bandido a outro. 
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