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Nova investigação sobre crimes de Lula na Petrobras na mesa de Sérgio Moro. Surgem novas provas contra Grupo Schahin



O acordo de delação do Grupo Schahin pode ser revisto após a inclusão de novas provas sobre a omissão de executivos da empresa. O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta segunda-feira (24), que o juiz Sérgio Moro avalie o acordo de delação premiada firmado com o empresário Milton Schahin, um dos donos do Grupo Schahin, que é investigado na Lava Jato. Segundo a procuradoria, foram encontradas provas de que ele pagou propina ao operador Jorge Luz e ao filho dele, Bruno Luz, que são réus em um dos processos da operação.

“Bumlai chegou a dizer a Fernando (Schahin) que o negócio estava ‘abençoado’ pelo presidente Lula”, registrou a Lava Jato, na delação de Salim. “O depoente e seu irmão Milton (Schahin) também receberam de (João) Vaccari (ex-tesoureiro do PT) a informação de que o presidente estava a par do negócio.”

Segundo o ex-gerente-geral da Diretoria Internacional, Eduardo Musa, a empresa conseguiu um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Petrobrás, entre 2006 e 2007, em troca da quitação de uma dívida de campanha do PT com a empresa do ex-presidente Lula com o Grupo.

“Foi explicado que havia uma dívida de campanha presidencial do PT de R$ 60 milhões junto ao Banco Schahin e que para quitá-la o governo utilizaria do contato de operacionalização da sonda Vitoria 10.000”, contou Musa em seu depoimento à Lava Jato.

O empresário Salim Schahin, um dos donos do Grupo Schahin, também confirmou em sua delação premiada que o amigo de Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai, levou o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares em reunião na sede da empresa durante as tratativas para empréstimo de R$ 12 milhões, concedido em 2004, que teria como destino final os cofres do PT. Todo negócio estaria “abençoado” por Lula, afirmou o executivo.

Em março deste ano, o MPF pediu à defesa de Milton Schahin que apresentasse documentos que comprovariam os repasses a Jorge e Bruno Luz, mas os advogados disseram que não encontraram nenhuma prova que pudesse ser entregue à Procuradoria.

Pai e filho são acusados de operarem pagamentos de propina no contrato de aluguel de navios-sonda pela área internacional da Petrobras, e Milton Schahin, de ter efetuado os repasses ilegais.

No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) compartilhou uma série de provas em que constam documentos apreendidos com o ex-presidente da Eltronuclear, Othon Luiz Pinheiro Silva, nos quais a Schahin Engenharia tinha firmado contratos com empresas offshore ilegais que eram operadas por Jorge e Bruno Luz.

"Desse modo, junta-se comunicações entre a defesa de Milton Schahin e esta Força-Tarefa, a fim de que a colaboração do acusado seja devidamente avaliada na sentença, mormente em relação à omissão na apresentação de documentação e de informações importantes para o deslinde da causa", diz trecho do pedido do MPF.

"Um dos documentos traz informações acerca de cargos no “Gov Lula” e “Gov Dilma”, em alusão aos Governos dos ex-Presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, sendo que na coluna “Gov Lula” consta “Dir Int Petrobras” e “1/2 Dir Abast Petrobras”, o que faz alusão à diretoria internacional da Petrobras e a diretoria de abastecimento da Petrobras", dizem os procuradores.

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