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Nos EUA, Janot critica a Polícia Federal e se diz decepcionado o por atrasos na Lava Jato.



Além de tentar de todas as formas justificar o indecente acordo de delação que firmou com os criminosos da JBS, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dedicou boa parte de sua viagem aos Estados Unidos para denegrir a imagem do Brasil e culpar a Polícia Federal pela lentidão nas investigações da Operação Lava Jato. Nesta quarta-feira, durante um evento em Washington, Janot, disse uma de suas decepções nos quase quatro anos de mandato à frente do Ministério Público é que as investigações da Lava Jato avançaram de forma mais lenta do que ele gostaria.

"A velocidade das investigações não foi aquela que eu gostaria que tivesse sido para a gente ver resultados mais concretos, mais palpáveis, de forma mais rápida", afirmou Janot, durante palestra no think tank Atlantic Council, na capital americana.

A provocação de Janot ao se dizer "decepcionado" com o trabalho da Polícia Federal, responsável pelas investigações da Lava Jato, sugere que o procurador não gostou da iniciativa da PF de afastar o Ministério Publico Federal do núcleo da Lava Jato em Curitiba.

A PF informou que a medida tem como propósito garantir mais eficiência às investigações, mas segundo fontes internas, o objetivo foi também o de acabar com o uso político da Operação e evitar novos vazamentos. Um grupo de procuradores do MPF acabou se afeiçoando demais aos holofotes e o uso político no caso do acordo de delação dos criminosos da JBS deixou irritou gente na instituição.

A vaidade do próprio Janot era vista com reservas por delegados. O procurador se projetou nacionalmente a partir do trabalho de investigação da Polícia Federal e usou a Lava Jato para promover sua imagem. Ao conquistar a confiança da sociedade, Janot aplicou o golpe de misericórdia na Lava Jato e fechou sozinho o controverso acordo de delação com os irmãos Batista, donos do Grupo JBS-Friboi, que estavam prestes a ser presos pela PF.

O fato de Janot usar seus últimos dias no cargo para ir brilhar e se promover nos Estados Unidos com o dinheiro do contribuinte e ainda por cima criticar a Polícia Federal só não é mais desabonador que o fato de ter feito insinuações maldosas sobre sua sucessora no comando da PGR, a subprocuradora da República Raquel Dodge. Em sua passagem por Washington, Janot disse que não haverá redução nos recursos da Operação Lava Jato em 2018. "O orçamento está garantidíssimo. É prioridade na minha gestão. Se vai ser na dela (Raquel Dodge, procuradora-geral nomeada), eu não sei."

Discreta, Raquel Dodge não quis comentar a insinuação maldosa de Janot em solo estrangeiro.

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