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Morte de Teori Zavascki em acidente aéreo permitiu que Edson Fachin desse mais cobertura ao PT no STF, admite colega



O portal Sul 21 publicou um editorial neste domingo lembrando que o Ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, completa cinco meses na relatoria da Operação Lava Jato na corte. Fachin assumiu o posto deixado pelo ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo no litoral do Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 2017.

Segundo o editorial, a morte de  Zavascki mudou os rumos da Lava Jato, quando os processos sobre a maior investigação sobre corrupção no país passaram às mãos de Fachin no dia 2 de fevereiro. As investigações sobre o acidente são mantidas em sigilo até hoje pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Fachin é um ativista de esquerda, militante do PT e ardoso adorador da ex-presidente Dilma Rousseff. O início da trajetória de Fachin como jurista está vinculado aos conflitos agrários no Sul do país e prestou serviços para movimentos de trabalhadores sem-terra.

Segundo colegas, o ministro relator da Lava Jato é um entusiasta do processo político iniciado pelos governos Lula (PT), que proporcionou avanços sociais nas últimas duas décadas. “Ele e a família sempre foram eleitores do PT”, afirma um amigo de longa data. “O Fachin sabe que foi golpe”, acrescenta um ex-colega, sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Luiz Edson Fachin foi indicado ao STF pela própria Dilma, em abril de 2015. No ano anterior, ele havia subido ao palanque para pedir votos para a então candidata petista nas eleições presidenciais.

Mesmo antes do sorteio para substituição do relator da Lava Jato no STF, o nome de Fachin circulava em Brasília como uma das melhores opções para suceder Teori Zavascki.

“A Lava Jato, em Curitiba, continua seletiva. Está focada em destruir o PT. Mas lá em Brasília, com o Fachin, o negócio é diferente. Ou são todos, ou nenhum”, resume um colega que não quis se identificar. Ao mesmo tempo, colegas afirmam que se “esperava um Fachin menos passivo” com as práticas abusivas da operação, pois “já é hora de colocar freio na turma do Sérgio Moro”.

Fachin é o responsável pela homologação do acordo de delação premiadíssima dos executivos da JBS, que teve como principal alvo o presidente Michel Temer. Curiosamente, o mesmo Fachin que sempre se declarou um defensor da reforma agrária contou com a ajuda justamente do Grupo JBS para chegar ao STF. Fachin não demonstrou qualquer constrangimento perante o conflito de interesses ao atuar tão favoravelmente aos interesses do Grupo, o que soou como uma retribuição a ajuda que recebeu lá atrás e também como uma forma de vingança contra Temer por ter derrubado Dilma, a musa de Fachin. Ricardo Saud, um dos delatores vinculados à empresa, foi um dos responsáveis por articular as visitas dele aos gabinetes dos 81 senadores, em 2015, durante o processo de indicação para o Supremo.

Ao longo da última semana: Luiz Edson Fachin tirou das mãos do juiz Sérgio Moro nada menos que quatro investigações contra o ex-presidente Lula e uma contra o ex-ministro petista Guido Mantega. Seu antecessor, Teori Zavascki, era bem mais zeloso com os casos relacionados com as investigações prospectadas pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba e procurava mantes as investigações em sua base original. Pelo visto, Fachin não se incomoda em atuar descaradamente em favor do PT e dos criminosos da JBS, que o ajudaram a chegar ao cargo de ministro do STF.

Seus padrinhos Joesley Batista e Ricardo Saud participaram, com o procurador-geral da República Rodrigo Janot, do planejamento da "operação controlada" para forjar um flagrante contra o ex-assessore do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures. Foi Ricardo Saud, o bem feitor de Fachin, que entregou a mala com R$ 500 mil para o ex-suplente de deputado. Até o momento, apenas Janot e Ricardo Saud afirmam que o dinheiro era para Temer. Já o advogado de Rodrigo Rocha, Cezar Roberto Bitencourt, aponta numa direção contrária. Segundo a defesa do ex-suplente de deputado, Temer foi vítima de um complô armado para incriminá-lo.

Caberá a Rocha Loures esclarecer os fatos e dizer com todas as letras se o dinheiro era realmente para Temer ou se o nome do presidente foi usado por ambas as partes com interesses diversos: Rocha Loures pelo dinheiro e Janot, Joesley e Ricardo Saud  para incriminar Temer. Logo, esta trama será esclarecida definitivamente, afirmou Temer a interlocutores, demonstrando tranquilidade.

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