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Lula no banco dos réus. De novo. Petista será interrogado pelo juiz Sérgio Moro sobre terreno do Instituto Lula



O ex-presidente Lula deve se sentar no banco dos réus mais uma vez nos próximos dias. Novamente perante o juiz federal Sérgio Moro. Não é surpreendente que o petista tenha se se haver tantas vezes com a Justiça. Além de réu em cinco ações penais e alvo de outros tantos inquéritos, Lula ainda é testemunha de outros petistas envolvidos em crimes de corrupção, como a senadora Gleisi Hoffmann, eleita presidente do PT e alvo de um processo por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

O novo confronto entre Lula e Moro ocorrerá nos próximos dias, quando chega ao término as audiências de defesa de mais um dos processos da Lava Jato contra petista. O juiz Sergio Moro já pode agendar o interrogatório dos réus O processo apura a compra de um terreno para construção da nova sede do Instituto Lula em São Paulo. . Inicialmente, as oitivas de testemunhas de defesa terminariam na sexta-feira (14). Mas a defesa de Lula insistiu em mais um depoimento, que ficou para o dia 24 de julho. Após essa data, os réus começam a ser ouvidos. Todos os interrogatórios serão presenciais, ou seja, Lula terá de vir a Curitiba novamente.

De acordo com o Ministério Público, o terreno custou R$ 12,4 milhões e foi pago pela Odebrecht com dinheiro de origem ilícita. Entre os demais réus da ação penal, estão o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

Será o segundo encontro de Moro e Lula. A primeira vez que o ex-presidente e o juiz ficaram frente a frente foi no dia 10 de maio. Na ocasião, um grande esquema de segurança foi montado em Curitiba para receber o petista. Isso porque, protestos a favor e contra Lula tomaram as ruas da cidade. O acesso aos arredores do prédio da Justiça Federal do Paraná, no bairro Ahú, ficou restrito a moradores e profissionais de imprensa.

O esquema de segurança custou R$ 110 mil aos cofres do governo do Paraná. Cerca de 1.700 policiais participaram da operação, entre os dias 6 e 10 de maio. O helicóptero da Polícia Militar, usado para sobrevoar o prédio da Justiça Federal antes, durante e depois da audiência, realizou 16 horas de voo em cinco dias a um custo de R$ 2.500 a hora/voo. A ação também teve apoio da prefeitura de Curitiba e do Exército Brasileiro. Nenhum incidente foi registrado.


A Secretaria da Segurança Pública do Paraná considerou que a operação atingiu o objetivo, dando garantia à realização da audiência e espaço para as manifestações favoráveis e contrárias a Lula. A secretaria também não considerou que o esquema de segurança foi exagerado, pois havia indícios da participação de 50 mil pessoas em protestos na cidade. O número, no entanto, foi bastante inferior, de cerca de 6 mil manifestantes, segundo a PM.

Dentro da sala de audiência, Lula foi ouvido por aproximadamente cinco horas. Foi um dos depoimentos mais longos em três anos de operação Lava Jato. Ao juiz Sergio Moro, o ex-presidente negou envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. Ele se disse vítima de “perseguição política” e reafirmou o interesse em se candidatar nas eleições presidenciais de 2018. Além disso, o ex-presidente negou ser o verdadeiro dono de um tríplex no Guarujá, alvo da denúncia do Ministério Público.
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