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Lula mente ao dizer que vai "continuar andando por este País". Dirigente do PT diz que ex-presidente teme hostilidade



O ex-presidente Lula tem exigido do PT bem mais que o partido pode oferecer nos últimos dias. Esta é a opinião de um dirigente do partido, que reconhece que a legenda tem encontrado dificuldades em organizar viagens e eventos fora de São Paulo para o petista.

O petista deixou muita gente constrangida esta semana durante evento de posse da direção do PT de Diadema, em São Paulo, pouco após ter sido condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso relativo ao triplex do Guarujá. Na ocasião, Lula tentou minimizar o estrago e afirmou: "Eles não estão me julgando, mas as coisas que fizemos pelo País"

Lula insistiu em misturar Direito Civil com questão criminal e afirmou que a única prova que existe no processo é de sua inocência. "Se o MP [Ministério Público] provar algum contrato, alguma assinatura, algum cheiro meu naquele apartamento, eu peço desculpas a vocês. Enquanto isso, vou continuar andando por esse País"

Segundo o dirigente petista, esta é a maior dificuldade do partido nos últimos meses. Lula morre de medo de ser hostilizado publicamente. Por razões óbvias, este tipo de situação alcança grande repercussão nas redes sociais e na imprensa. Por conta deste temor, pessoas próximas ao ex-presidente exigem um nível de blindagem fora da realidade nos dias de hoje. Além da dificuldade em manter uma agenda mínima em eventos fechados, a organização do esquema de segurança e a logística para impedir que o petista seja hostilizado são enormes e deixa todos os organizadores nervosos. Isso sem contar a possibilidade de vazamento da agenda do petista. O petista foi orientado a deixar de comparecer a uma série de compromissos nos últimos meses devido ao alto risco de ser hostilizado. O problema é que ele não pode simplesmente "dar o bolo". Os eventos são simplesmente cancelados e todos os presentes são dispensados.

Fontes do PT reconhecem que este tipo de situação está provocando um desgaste enorme na militância, já bastante desmobilizada. Os encarregados de cuidar da segurança do presidente também se queixam da tensão. Ninguém quer levar um processo civil por agredir um manifestante que ofenda Lula numa situação qualquer. Por outro lado, os assessores de Lula tentam encorajar a violência, como forma de reprimir os mais exaltados. Dirigentes do partido em várias partes do país estão torcendo para que Lula não visite suas cidades. Se antes eles imploravam pela presença do petista, hoje em dia alegam uma série de dificuldades em organizar eventos de grande porte.

O PT perdeu muitas prefeituras importantes nas eleições municipais de 2016. O partido perdeu palanque e infraestrutura em mais de 400 cidades. Montar uma agenda de viagens com isso é impossível, reconhece o membro do diretório do partido em São Paulo. A tensão na última viagem de Lula a Belo Horizonte foi enorme e não foi possível evitar as ofensas em uma série de situações. O problema é que o Lula culpa a equipe responsável por organizar os trajetos e cuidar de sua segurança. É melhor ficar em casa e falar pelo Facebook, diz o dirigente. 
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