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Livre de fofoquinhas e vazamentos de procuradores, delegado da Lava Jato diz que agora ninguém segura investigações



Sob o comando exclusivo da Polícia Federal, a Operação Lava Jato tornou-se uma grande incógnita para os investigados, que não contam mais com os frequentes vazamentos observados antes do desligamento da força-tarefa do Ministério Publico Federal da investigação.

Embora alguns procuradores ainda continuam chorando nas redes sociais pelo desligamento da maior investigação do Brasil, a Lava Jato se concentra em uma série de investigações que estavam em curso e se prepara para novas operações, livre das fofocas, intrigas, vaidades e uso político da operação por parte de procuradores que se tornaram dependentes dos holofotes ao longo dos últimos três anos.

A gota d'água para o desligamento da força-tarefa da Lava Jato foi o controverso acordo firmado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os criminosos da JBS. Fontes internas da PF não gostaram nada da "puxada de tapete" e não se conformaram com o fatos dos criminosos Joesley e Wesley Batista ter escapado entre os dedos dos investigadores graças à intervenção traiçoeira de Janot nas investigações que estavam em curso. Isto sim foi um grande esvaziamento da Lava Jato. O uso político da investigação já vinha deixando delegados e agentes bastante contrariados.

Mesmo afastados, setores do  Ministério Público Federal continuam denunciando um suposto esvaziamento da operação, enquanto a Polícia Federal nega qualquer interferência política na decisão de pôr fim ao grupo de trabalho que atuava no Paraná. O delegado Igor Romário de Paula, coordenador da equipe, afirmou que a redução de nove para quatro no número de delegados se deve a um ajuste para "otimizar" o trabalho dos agentes.

Com as investigações espraiadas Brasil afora, a PF tem de atuar em casos decorrentes da Lava Jato em 16 Estados atualmente. As duas principais frentes fora de Curitiba são as do Rio e do Distrito Federal.

"Se antes eu conseguia um número maior de policiais do Rio de Janeiro para trabalhar aqui, especializados nesse tipo de investigações, não faz sentido o Rio liberar para trabalhar aqui se eles estão precisando de reforços. Então esses já não vêm mais. O que eu conseguia em Brasília, esses nem se fala", afirmou o delegado.

'Realidade'
Igor disse que o ajuste foi uma "necessidade da investigação". "Não foi uma necessidade de recursos financeiros, mas sim de adequar o recurso pessoal de gente capacitada para a realidade que a gente tem", afirmou o agente federal.

"Foi uma decisão nossa, não foi uma decisão de Brasília. Foi uma decisão de caráter exclusivamente operacional. Não tem nenhum tipo de interferência, recado para segurar as investigações, parar os procedimentos. Foi uma decisão administrativa, do ponto de vista operacional, para dar continuidade aos trabalhos", disse o delegado do Paraná.
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