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Joesley fez Janot de palhaço ou os dois fizeram os brasileiros de palhaços? Cinismo do açougueiro consta na delação



O jornal O GLOBO publicou neste domingo uma reportagem que revela claramente que o açougueiro  Joesley Batista mentiu descaradamente em seu acordo de delação premiadíssima aprovado pelo Procurador-geral da República Rodrigo Janot.

A reportagem apurou que o açougueiro criminoso, segundo o próprio Janot, esteve nada menos que 23 vezes no gabinete do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Já em seu acordo de delação, Joesley garantiu que nunca tratou de assuntos ilícitos com Coutinho.

Graças aos esquemas mantidos por Joesley no BNDES, com a conivência de Lula e Dilma, segundo o próprio açougueiro, o pequeno frigorífico Friboi se transformou no gigante J&F e em dez anos, o faturamento do Grupo saltou de R$ 4 bilhões para R$ 170 bilhões.

O cinismo de Joesley está presente em todo acordo de delação. Segundo dados do TCU, o açougueiro obteve empréstimos bilionários poucos dias após suas reuniões com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Operações que costumam consumir mais de 200 dias de negociações e análises técnicas foram aprovadas quase que imediatamente após as visitas ao  gabinete da Presidência do banco público, no Rio de Janeiro.

Mas o cinismo de Joesley Batista e a suposta estupidez de Rodrigo Janot parece não ter limites. O açougueiro chegou a reclamar com o procurador que julgava, inclusive, que o banco era mais rigoroso com ele do que com os concorrentes.

— Eu acho que era mais rigoroso do que com os meus concorrentes. Eu sempre achei que os meus concorrentes tinham vida mais fácil do que eu. Eu não sei se exatamente para poder me vincular a ter que pagar propina ou se eu não merecia mesmo. Ou se eu sou um sujeito que mereço menos. Porque ter crédito é danado mesmo — afirmou Joesley na delação.

É tanto cinismo de um lado e tanta "tontice" do outro, que não é possível intuir se foi Joesley que fez Janot de palhaço ou se foram os dois que fizeram os brasileiros de trouxas. O fato é que, além dos prejuízos causados aos cofres públicos, o criminoso confesso obteve do procurador Janot o perdão eterno por mais de 240 crimes que confessou nos termos de seu acordo de delação.

Com informações de O GLOBO
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