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Joesley Batista chama escritor e publica cartinha mentirosa na Folha. Açougueiro posa de vítima e exige respeito



O empresário Joesley Batista sabia que seria preso quando correu ao encontro do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para salvar a própria pele. Ele e seu Grupo empresarial já havia sido alvos de cinco operações da Polícia Federal à quela altura e Joesley já podia até sentir o bafo quente dos agentes em seu cangote. Joesley não teria procurado Janot se soubesse que não teria arrego. Aquela historinha do procurador-geral de que foi pego de surpresa e colocado contra a parede por Joesley, que disse que não abriria mão da imunidade total nem a pau não convenceu ninguém

Janot veio com a desculpa de que a opção por firmar um acordo de delação premiadíssima com o açougueiro foi fruto de uma decisão "solitária", como se todos os brasileiros fossem trouxas. Obviamente, Janot tomou a decisão junto com Joesley e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que homologou o sinistro acordo rapidinho. Isso sem contar a participação do ex-braço direito de Janot, Marcelo Miller, que também largou uma concorrida carreira de procurador da República e rapidinho se tornou sócio da banca de advogados que cuidavam do acordo da JBS-J&F-Friboi dos irmãos Batista. Quando viu o salceiro que deu, abandonou rapidinho a tal banca de advogados.

Na cartinha publicada neste domingo na Folha, devidamente redigida por um escritor, Joesley, que apesar de bilionário não sabe nem falar português corretamente, aparece com aquela mesma conversinha mole, tentando posar de vítima.

O açougueiro começa falando sobre como se sentiu após ganhar na loteria com o belíssimo acordo de delação premiada que lhe garantiu imunidade total sobre mais de 240 crimes confessos:  "Senti-me um novo ser humano, com valores, entendimento e coragem para romper com elos inimagináveis da corrupção praticada pelas maiores autoridades do nosso país".

Já começou mentindo, pois nos vídeos de sua delação, Joesley confessa que distribuía propina para deus, o mundo e o Raimundo para obter vantagens ilícitas para suas empresas. Seu comportamento, descrito por ele próprio em seus depoimentos à PGR, não é algo típico de um "ser humano com valores". O santinho tenta colocar toda a culpa da corrupção que se envolveu maiores autoridades do nosso país.

Joesley não fala em sua cartinha que se escondeu na China quando o bicho pegou no Brasil. Joesley não fala que teve que retornar imediatamente ao país às pressas para tentar salvar o acordo de delação que revoltou a nação.

As mentiras continuam, mesmo quando o açougueiro supostamente se propõe a ser honesto. Mesmo tendo se tornado alvo de mais de dez investigações da Comissão de Valores Mobiliários, Joesely mente sobre ter faturado bilhões com o vazamento de informações privilegiadas de seu próprio acordo de delação.

Ciente de que pesa contra ele e Janot a responsabilidade pelo caos provocado no mercado financeiro após o vazamento criminoso, Joesley tenta se esquivar da culpa pelo impacto que a crise gerou na economia: "Por fim, a maior das mistificações: eu teria estragado a recuperação da economia brasileira, como se ela fosse frágil a ponto de ter que baixar a cabeça para políticos corruptos", diz o texto, numa estúpida tentativa de afirmar que não abalou a economia do país, que estava em pleno processo de recuperação. Será que Joesley, com essa conversinha fiada, vai convencer milhões de comerciantes que viram suas vendas despencar após aquele fatídico 17 de maio, quando a Globo vazou uma transcrição falsa de uma conversa inconclusiva que ele próprio gravou com o presidente Michel Temer?

O açougueiro afirma que a imprensa vendeu "uma imagem perfeita: Empresário irresponsável e aproveitador toca fogo no país, rouba milhões e vai curtir a vida no exterior". Mas não foi isso que ele tentou fazer de fato? Logo em seguida, O açougueiro se gaba de ter construído um império com o dinheiro roubado do contribuinte:

"De uma hora para outra, passei de maior produtor de proteína animal do mundo, de presidente do maior grupo empresarial privado brasileiro, a "notório falastrão", "bandido confesso", "sujeito bisonho" e tantas outras expressões desrespeitosas". Após confessar tantos crimes vergonhosos, Joesley quer respeito.

Apesar de se colocar no papel de vítima em todo o texto, Joesley finaliza dizendo: resolvi escrever este artigo, não para me vitimar -o que jamais fiz-, mas para acabar com mentiras e folclores e dizer que sou feito de carne e osso. E entregar ao tempo a missão de revelar a razão".

Os brasileiros que padeceram e padecem nas filas dos hospitais são de ferro, né Joesley?

O título do artigo é "67 dias e 67 noites de uma delação". E até agora, nada do principal cúmplice do açougueiro ser preso.

Com informações da Folha
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