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Janot e Joesley devem ser presos imediatamente, caso fique comprovado esquema no acordo de delação com criminosos



A indignação dos brasileiros com o indecente acordo de delação firmado pelo Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os criminosos da JBS vem sendo descaradamente ignorada pela maior parte dos meios de comunicação do país.

As suspeitas dos brasileiros sobre a existência de algo mais podre que as carnes da Friboi por trás do acordo começam a fazer cada vez mais sentido na cabeça das pessoas. Janot diz que tomou a decisão "na solidão de seu cargo", admitindo que não consultou ninguém antes de conceder aos criminosos confessos da JBS o perdão eterno pelos mais de 240 crimes que confessaram.

Janot explica que sua generosidade com os criminosos se deveu aos graves fatos revelados pelos irmãos Batista, envolvendo autoridades como o presidente da República e o senador Aécio Neves. Mas o fato é que Janot mentiu deslavadamente sobre tais fatos. Tanto é que teve que "combinar" com Joesley flagrantes simulados para justificar o indecente acordo. Joesley não tinha nenhuma prova que incriminasse as pessoas que acusava e Janot se dispôs a forjar tais provas por meio de "ações controladas" da Polícia Federal, que seguiu instruções dos próprios criminosos.

O fato de ninguém estar preso no momento com base no famigerado acordo de delação e das trapalhadas das "operações controladas" comprova que os irmãos Batista não ofereceram nada de concreto para justificar tanta generosidade por parte de Janot e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que homologou o escandaloso acordo de delação.

A população tem a convicção de que tem muita coisa oculta nesta trama. A começar pela ida do ex-braço direito de Janot, o ex-procurador Marcelo Miller, para os braços de Joesley Batista. O presidente Michel Temer insinuou claramente que Janot seria um dos beneficiários dos milhões repassados pela JBS ao seu ex-braço direito.

Fachin, um adorador de Dilma e do MST, tirou cinco ações das mãos do juiz Sérgio Moro em menos de dez dia, sendo que quatro delas eram contra o ex-presidente Lula e uma contra o ex-ministro Guido Mantega, justamente o interlocutor que tratava de assuntos de propina de Dilma e Lula com Joesley Batista.

A possibilidade de Janot e Joesley Batista terem armado uma arapuca para incriminar o presidente Michel Temer usando seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures também ganhou novos contornos após a decisão do próprio ministro Edson Fachin de mandar soltá-lo. Ninguém conseguiu digerir o fato de um corrupto que foi flagrado correndo com uma mala com R$ 500 mil ter sido solto assim tão descaradamente. A suspeita de que Rocha Loures teria ameaçado denunciar o esquema de Janot e Joesley para incriminar Temer ganha força nos bastidores de Brasília. O silêncio dos membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, a original, é outro indicador de que o generoso acordo de delação firmado por Janot com os criminosos da JBS não foi nada transparente.

Caberá à nova Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, esclarecer os vários eventos suspeitos por trás do acordo vergonhoso que não convenceu nem mesmo o mais inocente dos brasileiros. A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, afirmou esta semana que "O clamor por justiça não será ignorado". Não se sabe ainda a qual clamor se referia. Se as manobras sujas do judiciário ou o clamor da sociedade contra o vergonhoso acordo de delação da JBS.
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