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Globo tem medo de Bolsonaro. Derrubar Temer agora evitaria surpresas desagradáveis em 2018 para a emissora



A Rede Globo não esconde que pretende derrubar o governo Temer de qualquer jeito. O grupo empenhou todo seu império de comunicação num esforço épico para interferir no processo democrático brasileiro e empurrou todos os seus empregados para a linha de frente da gurra suja que trava contra Temer.

Ninguém saber se o presidente vai cair ou não, se será incriminado e condenado a perder o cargo ou não, mas o fato é que a Globo disparou os primeiros canhões contra o governo de forma extremamente prematura e causou um estrago enorme na economia do país. Os motivos que levaram o grupo de comunicação e seus satélites a apostar numa empreitada tão ousada sem se importar com o enorme desgaste perante a opinião pública devem ser muito graves, dado o desespero com que se entregou a esta sanha golpista. 

O dinheiro, do passado, do presente ou do futuro, é o único motivo por trás da maioria dos crimes praticados contra a nação por empresas poderosas. O dinheiro sujo, diga-se de passagem, pois uma empresa que atua na iniciativa privada não deve contar com o dinheiro dos cofres públicos para sobreviver. 

O fato é que a queda de Temer agora propiciaria para a emissora e o grupo de apoia sua inciativa de inserir um presidente em conformidade com seus interesses imediatamente. Daí a necessidade urgente de interferir no processo democrático e impedir que Temer conduza a transição do país até 2018, quando a situação pode fugir do controle da Globo e de seus associados. As cartas na manga da Globo foram parar no lixo com a queda de Aécio Neves e com a aposta da emissora na derrocada de Lula e do PT.

Como a situação saiu de controle e a o Grupo ficou sem um favorito para 2018, foi necessário embaralhar o jogo agora, mesmo se expondo através de uma trapaça vergonhosa, para assegurar a manutenção do poder. O sucessor de Temer, eleito indiretamente pelo Congresso, é a aposta da Globo para 2018. Seja ele o ex-empregado de Joesley Batista, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles ou o ex-ministro que virou banqueiro sócio de André Esteves, Nelson Jobim.

O novo presidente teria um ano pela frente para usar a máquina pública para se promover nacionalmente, com aval da Globo, de seus satélites e do mercado. O sucessor de Temer se cacifaria através dos próprios avanços da economia do atual governo e lançaria pacotes de bondades para empresários, programas sociais e outras medidas eleitoreiras. Torraria todas as reservas internacionais do país até as eleições de 2018 e seria um candidato imbatível. Por outro lado, a Globo também atua em favor dos partidos de esquerda e tem em Lula ou no eventual candidato da esquerda seu plano "B", como sempre fez ao longo das últimas décadas. Caso Lula seja condenado e impedido de concorrer em 2018, o plano B da Globo passa a ser qualquer outro candidato apontado pelo petista, como Ciro Gomes, Marina Silva ou Fernando Haddad.

Com Temer no governo conduzindo a transição até 2018, a situação muda de figura. A Globo e o grupo que atua na cabotagem do processo democrático ficaria vulnerável a ameaças como o pré-candidato Jair Bolsonaro, figura rejeitada por praticamente todos os globais e vista com reservas pelo mercado. 

Não há como ignorar que Bolsonaro é um dos pré-candidatos que mais cresce na preferência do eleitorado. Sua média de aprovação salta de 20% para 25% entre os eleitores mais jovens. O que mais preocupa os setores resistentes ao seu nome é que ele cresce em todas as regiões do país, mesmo com Lula se dedicando integralmente a manter seus votos no nordeste. 

A Globo já deu o pontapé inicial em sua estratégia para desconstruir a imagem de possíveis surpresas, como  Bolsonaro e de João Doria. Neste domingo, o colunista Ricardo Noblat replicou um artigo do jornalista Juan Arias, do El País, um tradicional jornal de esquerda, com ataques a Bolsonaro. 

O jornalista se refere a Jair Bolsonaro como o “Trump brasileiro” e diz que "para o Brasil, sua vitória seria mais perigosa do que a de Trump para os Estados Unidos". 

Segundo a coluna, a candidatura de Bolsonaro é  de extrema-direita, embora em assuntos econômicos já tenha defendido as teses mais opostas e contraditórias. A matéria insinua ainda que o Brasil, sob o ponto de vista constitucional, é mais vulnerável que os Estados Unidos quanto aos estragos que um aventureiro pode provocar. 
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