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Ex-braço direito de Janot deixa escritório que ajudou JBS. Se estava tudo certo, por que saiu?



O ex-braço direito do Procurador-Geral da República, Marcello Miller, acaba de deixar o escritório Trench, Rossi, Watanabe, que cuidou dos interesses dos irmãos Batista no acordo de delação do grupo JBS. Marcelo Miller deixou a PGR no final de março, quando Joesley deu início as tratativas do controverso acordo de delação, e logo em seguida, se tornou sócio do escritório. Segundo o presidente Michel Temer, o ex-procurador embolsou alguns milhões em tempo recorde, dinheiro que levaria décadas para juntar com seu salário na PGR. Temer ainda aventou a possibilidade de Janot ter levado uma parte da grana repassada pela JBS.

A informação de que Marcelo Miller deixou a sociedade foi confirmada pelas assessorias de imprensa de Miller e do escritório. Ambos disseram que a decisão foi de “comum acordo”.

O ex-procurador era ex-assessor do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e foi citado por Temer como alguém de sua “mais estrita confiança”, que “ganhou milhões em poucos meses”, graças ao acordo. Segundo a PGR, Miller não cometeu ato irregular; Mas se for assim, por qual motivo teria deixado a sociedade que cuidava dos interesses dos açougueiros da Friboi justamente após as acusações de Temer?

O Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ) abriu no fim de junho um processo de apuração formal para avaliar a conduta do ex-procurador. O caso estava sendo analisado pelo TED desde 31 de maio.
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