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Eduardo Cunha promete sepultar Anthony Garotinho em acordo de delação histórico com a Lava Jato



O ex-presidente da Câmara dos Deputados,  Eduardo Cunha (PMDB-RJ), produz atualmente um calhamaço de documentos que compõem a proposta de delação premiada a ser entregue à Procuradoria-geral da República nos próximos dias.

Protagonista de uma trajetória política permeada por gigantescos esquemas de corrupção, Eduardo Cunha é considerado entre seus pares uma verdadeira biblioteca sobre a criminalidade no meio político. É certo que a maior parte dos reféns das informações que Cunha detém são peixes pequenos, conhecidos como parlamentares do baixo clero. Mas há também os peixes grandes que estão incomodados com a disposição do ex-deputado de entrar para a história da Lava Jato. Cunha usava boa parte do dinheiro obtido em esquemas de corrupção para comprar apoio para a base aliada dos governos do ex-presidente Lula e parte do primeiro mandato da ex-presidente Dilma.

Era importante para o PT ceder canais de esquemas de corrupção para Cunha, como a Caixa Econômica Federal e alguns contratos da Petrobras na África. Cunha atuava no atacado na compra de parlamentares no Congresso e renegociava no varejo com o PT de Lula e Dilma na aprovação de cada projeto específico. Embora integrasse o grupo do PMDB, o pacote de esquemas de corrupção destinado a Cunha era negociado diretamente com Lula, que chegou a enfrentar resistências no próprio PT.

É fato que Lula protege Cunha e vice-versa. Basta se debruçar um pouco sobre o esquema de corrupção da Petrobras na África envolvendo interesses de André Esteves e o episódio da compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras, Néstor Cerveró. Diante disso, é pouco provável que Cunha comprometa o ex-presidente em virtude das garantias propinas "eternas" que o petista assegurou ao deputado e a outros parceiros em seus esquemas de corrupção. Há o folclore de que o PT possui bilhões no exterior. Os recursos "emergenciais" serviriam para cobrir despesas com imprevistos, além de financiar campanhas majoritárias do partido.

Embora Cunha tenha a pretensão de entrar para a história da Lava Jato com um acordo de delação que considera um marco na investigação, alguns segredos do deputado devem acompanhá-lo até o túmulo.

Mas ninguém duvida que Cunha é essencialmente um ser vingativo e que deve usar seu acordo de delação para atingir rivais históricos, como o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Anthony Garotinho (PR), citados nas tratativas de seu acordo de delação. Cunha tem reservado boa parte de sua artilharia contra o ex-governador do Rio, contra quem realmente possui um poder de fogo devastador. Cunha chegou a fazer parte do governo de Garotinho (1999 a 2002), ao presidir a Companhia de Habitação do Estado do Rio. O distanciamento começou quando o então deputado federal se aproximou do ex-governador Sérgio Cabral Filho, com quem Garotinho disputava espaço no PMDB.

 Já contra os demais citados, como o presidente Michel Temer, o interesse de Cunha é de apenas fustigá-los com novos embaraços. Embora tenha um arsenal de denúncias contra centenas de políticos, Cunha possui dados comprometedores contra apenas uma meia dúzia de peixes graúdos. Metade deve ser poupada pelo inquilino do presídio do Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde ocupa uma cela desde outubro de 2016.


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