\imprensa Viva
.

Cunha se nega a fazer o jogo de Janot e recusa delação premiadíssima para comprometer Temer



O ex-deputado Eduardo Cunha tirou o procurador-geral da República do sério ao se negar a fazer o jogo da PGR revelando detalhes comprometedores contra o presidente Michel Temer. Cunha frustrou os planos de Janot em seu depoimento à Polícia Federal esta semana, quando permaneceu calado, e também nos anexos que seus advogados entregaram na PGR.

 Segundo a coluna Expresso, o procurador não conseguiu esconder sua decepção. "Está muito ruim”, foi a frase mais repetida por Janot e pelos demais procuradores da Lava Jato - toda a força-tarefa em Brasília parou para analisar o material. Não se trata de técnica de negociação para pressionar Cunha a falar mais; os procuradores, até então entusiasmados com o arsenal do ex-deputado, estão de fato decepcionados com o que viram. Nem mesmo as histórias sobre Michel Temer animaram os investigadores".

Janot depositava suas últimas esperanças nas promessas dos advogados de Cunha, que haviam garantido que o teor das revelações contra Temer era explosivo. Mas ao final desta semana, todas as expectativas do PGR foram frustradas durante as análises do mateira da delação do ex-deputado. O procurador não escondeu sua decepção com os relatos vagos e inconsistentes de Cunha.

Insatisfeito com o material, Janot partiu para a barganha e tentou oferecer vantagens irresistíveis ao ex-deputado preso em troca de algo comprometedor contra Temer. Disposto a tudo, Janot ofereceu um amplo pacote de bondades, como imunidade total, passe livre para morar no Brasil ou onde desejar e estendeu garantias de imunidade à mulher e a uma das filhas do ex-deputado. Cunha não se entusiasmou com as maravilhas oferecidas pelo PGR.

A outra manobra de Janot nos bastidores da PGR também não surtiu os resultados esperados. Janot pretendia usar como arma o eterno candidato a delator, Lúcio Funaro, que não goza de qualquer credibilidade junto aos procuradores. Desde que foi preso em 1 de julho de 2016, o doleiro já prometeu delatar metade de Brasília em troca de um acordo de delação, mas não obteve sucesso pela ausência de provas de seus relatos e pela falta de proximidade com os alvos de suas delações. Ninguém na Lava Jato nunca levou o doleiro Lucio Bolonha Funaro a sério por considerá-lo um franco-atirador desesperado, mas dissimulado e totalmente desprovido de caráter. Seu maior elo nos esquemas de corrupção em que esteve envolvido é justamente o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Nos bastidores do órgão, comenta-se que o PGR tenta inutilmente chantagear Cunha, ameaçando fechar um acordo de delação com Lúcio Funaro. Frio e calculista, Cunha sabe muito bem que caso Funaro tivesse realmente algo do interesse da PGR. já teria conseguido o tão cobiçado acordo de delação. Janot está ficando impaciente, pois sem tempo está se esgotando no comando do órgão. O procurador nutria a esperança de incluir alguma revelação de Cunha na nova denúncia que anunciou estar preparando contra Temer e pretendia "fustigar" o presidente.

_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget