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Com vergonha até para citar gravações da JBS, Janot se prepara para derrota política humilhante imposta por Temer



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encerrou seu road show para tentar salvar o acordo de delação que firmou com os criminosos da JBS e agora corre contra o tempo para tentar assegurar chances mínimas de que seu pacto prospere na gestão de sua sucessora Raquel Dodge, que assume o comando da PGR em meados de setembro.

Joesley Batista também está em pânico diante da possibilidade de ver o acordo dos sonhos escorrer pelo ralo e viajou em sigilo para os Estados Unidos na semana passada para ver se conseguia alguma prova convincente sobre parte de suas delações. Voltou com um monte de extratos de suas próprias contas no banco JP Morgan.

Passados mais de sessenta dias do vazamento do acordo generoso que firmou com Janot com base em uma gravação que ninguém mais na PGR ousa comentar, Joesley não conseguiu acrescentar nenhuma prova em termos documentais que corroborasse um milésimo do que falou em seus depoimentos. Apenas planilhas contendo nomes e valores de repasses a políticos. Boa parte dos repasses, segundo o próprio Joesley, são de doações oficiais da JBS contabilizadas pelas campanhas dos políticos.

Se Janot já se preparava para um fim da mandato trágico no comando da PGR, acusado de destruir a reputação da Operação Lava Jato com o acordo que fechou na "solidão" de seu gabinete com os criminosos da JBS, o destino promete ser ainda mais implacável com procurador que ficou conhecido como o blindador-geral do PT. Não apenas blindador, mas também soldado do partido. O consenso de que a denúncia que apresentou contra o presidente Michel Temer foi um gesto meramente político e vingativo torna a atmosfera de Janot cada vez mais asfixiante.

Segundo o colunista Ricardo Noblat, do O GLOBO, "Não está em jogo se Michel Temer é culpado por crime de corrupção. Nem se existe prova de que de fato o cometeu". Isto comprova que Janot fez uso político do cargo para atender a interesses inconfessáveis.

É pouquíssimo provável que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitasse a denúncia prevista para ser votada nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados, caso Temer não contasse com a maioria dos votos naquela casa. E é justamente neste sentido que torcem os ministros do STF. Ninguém na Corte deseja desautorizar Janot e impor um constrangimento desta magnitude a um procurador-geral da República e, de quebra, constranger o colega Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo e autor da homologação do acordo controverso da JBS.

Sob o ponto de vista da Justiça, seria uma vitória para Temer ver arquivada a denúncia feita por Janot contra ele. Nos corredores do STF, praticamente todos concordam que o presidente não prevaricou ou cometeu crime de corrupção. No entanto, o entendimento de que o gesto de Janot tenha sido motivado por conotações meramente políticas, a arena correta para dirimir o caro é a Câmara dos Deputados. Lá, o procurador sofrerá uma derrota humilhante, mesmo apesar da pressão de setores da imprensa aliados do PT e dos donoso da JBS-Friboi.

Como advogado renomado, Temer preferiria impor uma derrota a Janot no campo jurídico e até contemplou intimamente a possibilidade de desafiar o STF a acolher uma denúncia tão capenga e vazia de elementos probatórios. Mas segundo interlocutores, Temer entende que este caminho seria mais prejudicial ao país e atrasaria ainda mais o andamento das reformas tão urgentes. Neste caso, se é para medir forças no campo político, não apenas contra Janot, mas também contra a oposição adoradora de Dilma e a Rede Globo, a opção mais adequada é liquidar a denúncia na Câmara dos Deputados.

Segundo Noblat, Temer é um "respeitado como jurista, autor de livros adotados nas Faculdades de Direito e que jamais fora acusado em um tribunal por falcatruas". Este aspecto de sua biografia já é mais que suficiente para permitir que a denúncia morra na Câmara.

Segundo interlocutores, Temer não pretende tripudiar sobre seus rivais após a votação prevista para quarta-feira. Deixará que cada um lide com seus próprios embaraços e constrangimentos (ou que cada cachorro saia lambendo suas feridas). Sua preocupação maior é retomar o andamento do projeto da reforma da previdência e permitir que a recuperação da economia flua de forma mais tranquila, após tantos sobressaltos.

Segundo interlocutores, a discrição e elegância de Temer em não comemorar vitória costuma ser ainda mais dolorosa para seus adversários. Tem sido assim desde que expulsou o PT do poder e acabou com o projeto bolivariano da esquerda para o país. Janot e os açougueiros da JBS que se cuidem. 
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