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Após fracasso do plano de poder, Lula não soube fazer política para somar benefícios ao país. Preferiu pregar o caos




A história ensina que ódio não é um bom conselheiro no que se refere a seara da existência humana. Particularmente na política, que é a arte da conciliação. Neste quesito, o presidente Michel Temer está dando um show no ex-presidente Lula, que sempre fez política com o fígado.

Este foi um dos principais ingredientes do fracasso das esquerdas no país. A falta de capacidade de dialogar, de buscar o consenso, de saber negociar e contemporizar. O problema de Lula, do PT e dos representantes da esquerda brasileira foi a falta de inteligência, a falta de sensibilidade e a incapacidade de fazer a leitura certa de um momento bastante traumático da história do país. Logo após o impeachment, o Brasil carecia mais do que nunca da conciliação da classe política para restabelecer o mais rapidamente níveis razoáveis de estabilidade política e econômica tendo em vista o número fabuloso de desempregados no país.

A cultura de fazer política com ódio das esquerdas brasileiras acabou custando caro para seus representantes e para o país. Não perceberam que se colocaram em rota de colisão com os interesses do país num momento de extrema fragilidade, pois foram os responsáveis pela mais grave, longa e profunda recessão em mais de um século.

A esquerda brasileira não aprendeu a lição dada nas urnas nas eleições municipais de 2016. Permaneceram nas trincheiras sem perceber que se tornavam alvos cada vez mais fáceis do repúdio popular. No desespero em assegurar a anuência dos ativistas de esquerda, sequer se deram conta da necessidade de parecerem razoáveis aos olhos de pessoas mais sensatas.

As consequências de tanta inépcia foram devastadoras não apenas em face do desgaste que os setores da esquerda já vinham sofrendo perante a opinião pública, mas também diante da condição de réu do ex-presidente Lula. A estratégia do petista em desafiar as autoridades e tentar arrastar seus processos para o campo político foi desastrosa. Como Lula e a esquerda brasileira são movidos pelo ódio, restou pouco espaço em suas consciências para a sabedoria, a sapiência e a reacionalidade.

Se no lugar de tentar incendiar o país desafiando a sociedade e todas as instituições, Lula e a esquerda tivessem optado pela cooperação para recuperar a economia e aguardar com paciência a transição para as eleições de 2018, teriam se beneficiado ao menos da reflexão da sociedade quanto ao seu papel na política do país.

Um dos grandes equívocos da esquerda é o de mirar no Estado como um objetivo, não como ente a ser preservado e fortalecido. A ética da política não pode ser diferente da ética da vida pessoal. O político tem o dever de defender o bem comum, e o bem estar de toda a sociedade, sem se preocupar com o simples exercício do poder. A sociedade, mesmo os menos esclarecidos, esperam dos políticos alguma "ética da responsabilidade".

Daí o equívoco em afirmar que Lula é um político hábil. Nenhum talento inato se extingue no indivíduo da noite para o dia ou se arrefece diante de cenários adversos. O petista pode ter tido talento em corromper aliados, em comprometer políticos e negociar vantagens indevidas em troca de poder. Isto pode até significar habilidade política aos olhos de um político de mesmo quilate, mas não significa habilidade política aos olhos da maioria da população.

 Lula sempre foi movido pelo ódio e conseguiu aglutinar em torno de si pessoas que compartilhavam das mesmas frustrações e ambições. Lula e a esquerda brasileira conseguiram até determinado momento disseminar e posteriormente se capitalizar através deste tipo de sentimento. O problema é que as pessoas que foram contaminadas pelo ódio da esquerda perceberam que se tornaram suas maiores vítimas.

Os marqueteiros bem que tentaram reinventar Lula. Na campanha de 2002, o publicitário Duda Mendonça conseguiu identificar que o ódio era um dos maiores entraves para a vitória de Lula, que vinha de uma sequência de três derrotas nas urnas. O discurso de ódio sempre foi uma das principais características da esquerda. Foi quando marqueteiro inventou o "Lulinha paz e amor". Colou e Lula venceu. Mas logo que assumiu o poder, o petista voltou a demonstrar sua arrogância e desprezo pelos adversários. A prepotência lhe subiu a cabeça com o poder e mesmo após a vitória tão desejada, seu ódio, suas frustrações e sentimento de inferioridade nunca se arrefeceram. Foram apenas mascarados pelo cinismo.

A história está repleta de personagens obstinados. Os que foram movidos pelo ódio e ganância se deram mal.

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