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A quem interessa o caos no Brasil? A real batalha pelo poder é bem mais suja que muitos podem supor



A batalha pelo poder envolve interesses mais sujos do que muitos conseguem imaginar. Os soldados desta batalha possuem armas traiçoeiras e apelam para um verdadeiro vale-tudo para comandar uma máquina que movimenta trilhões, garante centenas de milhares de "boquinhas", poder e prestígio incomensuráveis. Mas há um aspecto desta batalha suja que poucos conseguem se dar conta: são todos meros soldados a serviço dos verdadeiros barões que comandam os bastidores do jogo político.

Não fosse assim, Lula não estaria livre. Ninguém consegue compreender como é possível que um sujeito apontado por envolvimento direto em mais de 400 operações de lavagem de dinheiro, réu em cinco ações penais e alvo de outros tantos inquéritos ainda está solto e falando em ser presidente do Brasil. Realmente, não dá para engolir tanta obscenidade. Ocorre que Lula e outros políticos não menos corruptos e não menos influentes contam com uma rede de proteção invisível poderosíssima.

São bancos, famílias milionárias, rentistas que movimentam bilhões no mercado financeiro, meios de comunicação, empresários e gente muito poderosa capaz de ditar as regras para setores do judiciário. Não seria nenhuma surpresa descobrir que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal também se encontram a serviço destes interesses poderosos e invisíveis.

Esta gente não está nada satisfeita com as mudanças ocorridas nos últimos meses, como o freio nos empréstimos generosos dos bancos públicos, como o BNDES, a queda brusca na inflação, nos juros e na cotação do dólar. Outros setores controlados pelos controladores das marionetes também não estão nada satisfeitos com a distribuição de títulos de propriedades rurais, o que está matando o MST. Ou o fim do imposto sindical, que vai acabar com a boquinha de mais de 300 mil folgados pendurados em 13 mil sindicatos que  que vivem as custas do suor do trabalhador. Tem ainda os artistas e produtores culturais que se acostumaram a sugar o dinheiro do contribuinte através da famigerada Lei Rouanet, que distribuiu para esta gente nada menos que R$ 15 bilhões apenas na última década.

O problema dos poderosos e dos capachos dos poderosos, como Lula e companhia, é que eles dependem do humor da população para influenciar os destinos do país. Assim. todos alimentam a ilusão de que vivem numa democracia e que o país segue sua trajetória dentro da normalidade. É mentira. O momento que o Brasil atravessa está completamente fora da normalidade para aqueles que se acostumaram a desenhar a trajetória do país.

O fato é que, com a inflação controlada, os juros baixos e a retomada progressiva da economia, os verdadeiros donos do tabuleiros político terão sérias dificuldades em movimentar as peças do jogo em 2018. Precisam chacoalhar o país, gerar o caos para poder convocar novamente seus mais habilidosos jogadores para recuperar o controle da situação. Quando levam os números para a ponta do lápis, percebem que a corrupção, a inflação e os governos bolivarianos do PT são bem mais lucrativos. E é justamente isso que eles querem de volta. Seus bilhões, acumulados ao longo da última década e meia, estão minguando e eles não têm talento para enfrentar novos desafios, como a maioria dos brasileiros tem.

A batalha que se encena no ringue da política nacional é um jogo combinado que saiu do controle dos poderosos. Está confuso para a maioria dos brasileiros, que estão profundamente desconfiados e incomodados com o cheiro podre que exala dessa gente.

O que deu errado para esta gente é bem simples. O grupo que está no poder é formado por condenados. Foram abandonados e literalmente fritados em óleo fervente pelos donos do clube. Sem o suporte dos barões que comandam a política nacional há décadas, boa parte dos integrantes do governo e do Congresso se deu conta de que não há mais futuro para eles. Acuados, acabaram se rebelando contra os tradicionais aliados e buscaram apoio junto a setores mais conservadores e menos influentes do mercado. Romperam alianças seculares e se dispuseram a promover reformas profundas, relegadas ao esquecimento por governos anteriores. A única forma de buscar a redenção popular seria através de medidas duras e controversas. O problema nesta jogada é que os resultados de suas apostas são de longo prazo e dificilmente serão capazes de colher o resultado desta estratégia suicida. Os barões donos do tabuleiro logo que perceberam o risco, convocaram seus gladiadores de aluguel e entraram no jogo de forma agressiva para derrubar o governo e acabar com a Lava Jato de Curitiba, a do juiz Sérgio Moro.

Estão todos em uma situação bastante complicada e acenam desesperadamente para a sociedade em busca de socorro, de simpatia. Estes são os bastidores do espetáculo triste que se tornou a política nacional. O problema é que eles vem jogando este jogo sujo há tanto tempo, que sequer se preocuparam em produzir novas lideranças, com novos discursos e novos projetos para o país. Daí a sensação de impotência, já que virão para o jogo em 2018 com os mesmos capachos de sempre. 
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