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A aposta perdida dos esquerdistas. Condenação de Lula significa derrota pessoal para milhões de brasileiros



Não adianta mais dizer que todo político é corrupto. Este é um manto tradicional que recobre a natureza da atividade. A política se faz com arranjos, acordo e alianças com o maior número de partidos e políticos. É justamente neste cenário que todos se misturam e ficam parecendo uma coisa só. E são. O fato é que não há como aprovar ou vetar projetos de interesse nacional, partidário ou mesmo pessoal sem os tradicionais conchavos nos bastidores dos parlamentos, no segredo dos gabinetes ou nos encontros sigilosos entre "aparentes" adversários mortais.

A política é assim em todo o mundo e as forças dos interesses que movem os partidos e os políticos são bem mais poderosos que os interesses do cidadão. No mundo real, as necessidades imediatas da sociedade são diligentemente relegadas ao segundo plano. Os grupos de interesses que atuam nos bastidores do poder são tradicionais e eficientes a ponto de tornar os políticos dependentes. Em qualquer lugar do mundo é assim. Sob o ponto de vista da sociedade, os políticos e lobistas que se apropriam do Estado para gerir interesses mútuos são todos farsantes e corruptos. E são. 

Ainda que a política, sob o ponto de vista do político e dos grupos de pressão, seja essencialmente movida por estas características, nenhum deles joga limpo com a sociedade na hora de pedir votos. Mentem deslavadamente e quando chegam ao poder,  priorizam as alianças políticas, os compromissos com o empresariado e com o setores da atividade econômica, como a indústria, banqueiros, pecuaristas e donos de grupos de comunicação. 

Se este tipo de conduta se repete de forma proporcional desde a disputa pelo comando de pequenos municípios e estados pobres, que dirá de um país. O mais alto cargo do país não é disputado por um indivíduo, mas por grupos poderosos que se engalfinham e distribuem milhões para terem direito a um naco do poder. No meio disso tudo, algumas diretrizes básicas orientadas pela corrente ideológica que chega ao poder, são inseridas em meio aos interesses que vigaram entre grupos políticos e econômicos que se apropriam do poder. 

Os governos dão publicidade apenas para os projetos de maior alcance na sociedade, enquanto os acordos e projetos de leis que beneficiam setores poderoso quase nunca chegam ao conhecimento do grande público. A política é assim em qualquer parte do mundo. 

Os players se revezam no poder, mas os grupos econômicos que patrocinam o ingresso destes grupos no clube são sempre os mesmos. O ingresso da esquerda brasileira no seleto clube dos chefes de estado não custou barato. Há tempos, o ex-presidente Lula vinha tentando entrar para o clube, mas era sempre barrado, mesmo tendo muitos amigos que participavam da orgia do comando do Estado. Até que o petista encontrou um padrinho que lhe abriu as portas do seleto grupo por trás das tomadas de decisões no país. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso mostrou o caminho das pedras para o petista, amigo de longa data e com o qual tinha uma série de afinidades.

Lula fez uma verdadeira romaria para beijar a mão de banqueiros, empresários e empreiteiros com os quais também já tinha proximidade, graças ao comando de prefeituras importantes conquistadas pelo PT. A "máfia" entendeu que Lula falava a mesma língua e permitiram seu ingresso no clube o o ex-líder sindical transformou seu partido em um mero instrumento para atender aos interesses dos verdadeiros donos do Brasil. 

Apesar do alto custo do ingresso e de ter que abandonar completamente as bandeiras que carregaram durante toda a vida, a esquerda brasileira comemorou efusivamente a chegada ao poder. Experimentaram o gostinho de liderar o topo da cadeia de comando e viram que era relativamente fácil jogar o jogo que vem sendo jogado há séculos em qualquer lugar do mundo. 

Assim como nos Estados Unidos, na Inglaterra ou na Argentina, os ricos continuaram ricos e os pobres continuaram morando em favelas e vivendo a mesma vida miserável que a esquerda prometeu mudar.  A diferença neste caso é que os mortos de fome da esquerda se fartaram demais dos banquetes servidos por empresários inescrupulosos e extrapolaram todos os limites no que diz respeito a concessão de benefícios em troca de mais dinheiro e mais poder. 

Apostaram alto na permanência no comando do país, jogaram todas as fichas na segunda vitória de Dilma. No desespero para não largar o osso, cometeram erros graves e foram expulsos do clube. Simples assim. 

Todos os políticos são essencialmente corruptos. A diferença de Lula e da maioria dos seus companheiros da esquerda é que se tornaram criminosos condenados. Receberam o carimbo de bandidos, de tanto que abusaram do "direito" de roubar e de se locupletar do dinheiro do contribuinte. 

A diferença entre Lula e seus pares é que o petista foi condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Embora grande parte dos políticos enfrentem investigações e até processos, pouquíssimos são condenados por crimes tão intrínsecos à profissão. A utopia de sonhar com o surgimento de políticos honestos habita apenas o coração dos inocentes, dos estúpidos e dos mal intencionados. 

Já aqueles que dedicaram suas vidas aos ideais da esquerda brasileira e apostaram suas reputações no ex-presidente Lula estão literalmente desesperados com o desfecho trágico da experiência catastrófica da esquerda no poder. Todos estão cansados de saber que o petista cometeu os crimes pelos quais foi condenado, que os milhões confiscados em suas contas são provenientes de operações ilícitas, mas preferem torcer para que o petista consiga se safar a terem que reconhecer que erraram. Sem todos conseguem reunir forças para assimilar a humilhação a que expostos com a condenação de Lula e apostam numa saída pouco honrosa, nada honrosa ou qualquer outra alternativa para escapar do confronto fatal com os fatos. Neste momento, ninguém se importa com a verdade dos fatos. Todos nutrem a desconfortável convicção de que Lula é culpado pelos crimes que foi condenado. Esta certeza lhes dói na alma feito uma punhalada lenta e agonizante.

Uma anulação da sentença, um habeas corpus, a fuga do petista para o exterior ou até mesmo a morte de Lula antes de sua prisão são apenas alguns dos cenários que ainda mantém viva a esperança dessa gente de se livrar da vergonha de ver o petista sendo preso e sepultando definitivamente o embuste de de décadas da esquerda brasileira. 

É de fato um desfecho lamentável, mas a prisão de Lula significa uma derrota para milhões de brasileiros que engoliram a utopia vendida pela esquerda e coroa o fracasso total de um projeto de poder travestido de ideais nobres, mas que serviu apenas como graxa barata para lubrificar uma engrenagem podre que continuam funcionando a pleno vapor. Apesar de corruptos, os outros players ainda estão no jogo. Lula, o bandido condenado, está fora. Esta é uma realidade dura para os simpatizantes da esquerda. Por mais doloroso que seja, o petista não soube ser comedido e não teve a mesma habilidade de seus pares, ao final.


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