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Transparência da Lava Jato de Curitiba contrasta com a Lava Jato de Janot de Brasília e o obscuro acordo da JBS



O controverso acordo firmado pela Lava Jato de Brasília com o Grupo JBS incomodou muita gente no Brasil inteiro. O procurado-geral da República fechou sozinho um acordo com o criminoso confesso Joesley Batista, sem a participação da Polícia Federal ou dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato baseada em Curitiba.

Há que distinguir a Lava Jato que tem como responsável o procurador Deltan Dallagnosl, da Lava Jato de Brasília, de Rodrigo Janot. Enquanto em Curitiba, os acordos são firmados com os advogados dos investigados, Janot fechou seu acordo diretamente com os criminosos da JBS.

Antes de iniciar as tratativas para qualquer acordo, a Lava Jato de Curitiba realiza Operações com a Polícia Federal e, investiga as atividades criminosas e na maioria dos casos, prende os investigados. Normalmente, um acordo de delação em Curitiba demora cerca de um ano para ser firmado com o Ministério Público Federal do Paraná. No caso de Janot, o procurador se antecipou a operações e investigações em curso da Polícia Federal e fechou em acordo relâmpago com Joesley Batista em menos de 30 dias de negociações.

Contrastando com os procedimentos pouco ortodoxos e politizados adotados por Janot para firmar o controverso acordo, a Lava Jato de Curitiba faz tudo as claras. Realiza diligências, cumpre mandatos e torna tudo público imediatamente, inclusive com a divulgação dos resultados das operações através de entrevistas coletivas à imprensa. Os resultados obtidos pelo núcleo curitibano da operação, com Deltan Dallagnol e o juiz Serio Moro à frente, são transparentes e baseados em investigações profundas, colhimento de depoimentos, batidas em endereços dos investigados com mandatos de busca e apreensão, coleta de provas e até mesmo prisões ou conduções coercitivas.

Já o acordo conduzido por Janot não teve nada disso. O mega criminoso confesso Joesley batista bateu na porta da PGR e saiu de lá com um generoso acordo de delação premiada debaixo do braço. O empresário que fez com que sua empresa saltasse de um valor de mercado de R$ 1.9 bilhão para R$ 170 bilhões durante os governos petistas de Lula e Dilma confirmou que não teria tido tanto êxito nos negócios, não fosse os esquemas de corrupção que manteve com os governos do PT.

Para se ter uma ideia da generosidade de Janot, o procurador impôs uma multa de R$ 110 milhões ao empresário, parcelada em dez anos. Na Lava Jato de Curitiba,  um simples ex-gerente da Petrobras, como Pedro Barusco, devolveu aos cofres públicos aproximadamente R$ 260 milhões. O casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura, outros R$ 80 milhões. É um escândalo que um corruptor que se beneficiou de mais de R$ 60 bilhões do dinheiro do contribuinte pague uma multa menos que os corrompidos, que ainda pegaram penas pesadas determinadas pelo juiz Sérgio Moro. Janot concedeu perdão total para centenas de crimes de Joesley e ainda lhe concedeu passe livre para ir morar nos Estados Unidos, para onde levou 80% de sua empresa. 
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