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Temer não caiu porque não havia provas concretas, as ruas não quiseram e não havia nenhum nome decente para sucedê-lo



A tentativa frustrada de derrubar o presidente Michel Temer, engendrada por setores do Ministério Público, do Judiciário, da JBS e Rede Globo, fracassou por razões bastante óbvias, segundo cientistas políticos e analistas de mercado consultados ao longo da crise política que se instalou no país nos últimos trinta dias.

Aos olhos dos principais atores deste episódio, a conspiração parecia perfeita e tinha tudo para dar certo. Os arquitetos do golpe consideravam Temer um presidente fraco e sem respaldo popular, mas também um constitucionalista responsável e muito preocupado com os destinos do Brasil. Com base nestas definições, os conspiradores concluíram que qualquer respiro faria com que o presidente renunciasse ao cargo, em nome da estabilidade política e econômica do país.

A ideia era se aproveitar da credibilidade da Operação Lava Jato perante a opinião pública e promover um ataque orquestrado entre a procuradoria-geral da República, através de Rodrigo Janot, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a delação relâmpago da JBS e a Rede Globo. Foi uma ataque massivo, muito rápido e pegou praticamente todos os setores da imprensa de surpresa. Por trás desta empreitada, setores controlados pelo PT, como os sindicatos e movimentos sociais concentrados pelas Frentes Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, coordenadas pelo líder do MTST, Guilherme Boulos.

Em uma ação coordenada e sincronizada, a esquerda fez o seu papel e colocou sua máquina nas ruas para pedir a saída de Temer. A Globo cedeu seus artistas para as manifestações da esquerda e colocou todos seus empregados dos diversos meios de comunicação controlados pelo grupo para pedir a renúncia do presidente.

Tudo indicava que Temer não resistiria a tanta pressão. No auge da crise, instalada no dia 17 de maio a partir de um vazamento feito pela Globo de uma transcrição falsa da gravação feita por Joesley Batista com Temer, a própria Globo e o PT começaram a ventilar nomes do possível sucessor de Temer. Entre os candidatos a presidente do Brasil estavam o ex-ministro de Lula, Nelson Jobim Sócio do banco pactual de André Esteves e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ex-empregado de Joesly Batista.

Temer estava entre a cruz e a espada e era duramente pressionado pelo Congresso. Ministros ameaçavam abandonar o governo e apesar dos insistentes apelos para que fosse logo levantado o sigilo das gravações, o ministro Edson Fachin simplesmente desapareceu. Temer percebeu que algo estranho estava em andamento e convocou a cadeia nacional de rádio e televisão para informar que não renunciaria e avisar que tinha certeza de que não havia falado absolutamente nada que o incriminasse, como ficou comprovado após o levantamento do sigilo das gravações.

No mesmo dia, veio a segunda onda do golpe, com a divulgação das imagens do ex-assessor de Temer correndo pelas ruas de São Paulo como uma mala contendo R$ 500 mil. As cenas eram tão fortes que não havia como considerar a possibilidade do empresário Joesley Batista ter corrompido Rocha Loures, tradicional aliado de gente como Marina Silva, Lula e Roberto Requião, apenas para forjar um flagrante e comprometer Temer.

Dois dias depois, setores da esquerda organizaram um dos mais violentos atos registrados nos últimos anos em Brasília. 500 ônibus lotados com manifestantes profissionais, Black blocs e vândalos com treinamento em guerrilha. No auge dos atos de vandalismo, a Globo convocava a população para as ruas e chamava os vândalos que incendiavam a Esplanada dos Ministérios de "manifestantes".

Acuado no Palácio do Planalto cercado por vândalos, Temer mandou chamar imediatamente o então ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que simplesmente desapareceu e desligou seus telefones. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, do PSB, fez a sua parte na trama e destacou um efetivo insuficiente de Policiais Militares para conter os atos de vandalismo. Diante da ameaça de ter o Palácio do Planalto invadido e sofre um golpe de estado naquele dia, Temer assinou um decreto autorizando o uso das Forças Armadas, que estavam em estado de prontidão. Em poucos minutos, helicópteros com militares desciam na Esplanada dos Ministérios e em frente ao Palácio do Planalto para garantir a manutenção da ordem pública e proteger o patrimônio da União contra os atos de vandalismo.

Logo em seguida, Temer retirou Serraglio do Ministério da Justiça e jogou seu ex-suplente de sua vaga na Câmara, Rodrigo Rocha Loures, diretamente no colo de Fachin e Janot. O ex-assessor do Palácio do Planalto era o maior trunfo da PGR contra Temer, mas tinha foro privilegiado. Ao se livrar de Serraglio, Temer retirou de Rocha Loures a prerrogativa de foro. A única alternativa que restou para Srraglio era ir para a pasta da Transparência, onde era repudiado pelo funcionários, ou reassumir seu mandato de deputado.

Temer resistiu, conseguiu manter sua base de apoio e não renunciou. O golpe fracassou. Na avaliação de cientistas políticos, o fato preponderante para o êxito do golpe não foi ponderado pelos que estiveram por trás da manobra para derrubar um presidente da República: o apoio da sociedade. Apesar do ataque coordenado entre a Globo, os irmãos Joesley e Wesley Batista, toda a esquerda brasileira, um ministro do STF e o procurador geral da República, o povo não comprou a ideia e não foi para as ruas pedir a renúncia de Temer.

As forças que tentaram derrubar o presidente não apresentaram provas concretes de que Temer teria cometido os crimes alegados, não contavam com a confiança da sociedade e não apresentaram um nome digno de ocupar o lugar de Temer.

Logo em seguida, a sociedade descobriu que os autores da tentativa de golpe tinham muito a ganhar com a queda de Temer. A Globo endividada, Janot querendo um terceiro mandato na PGR, Fachin tentando apagar o rastro de sua relação com a JBS, os irmãos Batista faturando bilhões com o caos no mercado e a oposição querendo antecipar as eleições para livrar Lula da cadeia.

O fracasso da tentativa de golpe custou quase um trilhão de reais em prejuízos para empresas, causou retrocessos na área econômica e a redução na geração de empregos com carteira assinada. Temer resistiu e ainda conseguiu manter seu cargo após o julgamento de cassação da chapa Dilma/Temer no TSE. A Globo subestimou a maturidade política da sociedade, subestimou o poder das redes sociais e acreditou em sua capacidade de manipular a opinião pública.

A PGR e o STF saíram derrotados e devem prolongar o desgaste nos próximos meses, mesmo sem que possuam provas conclusivas para justificar o ataque massivo contra o governo. A apresentação de denúncia contra Temer, segundo o próprio Rodrigo Janto, não está baseada em provas ou convicções, mas apenas em sua "intuição". Isso demonstra a disposição do procurador de cair atirando. Pelo menos até deixar seu cargo em setembro, Janot pretende causar mais estragos no governo.

A possibilidade de que Temer consiga realizar a transição democrática até as próximas eleições de 2018 deve provocar desgastes ainda mais profundos entre os atores que tentaram derrubá-lo. O acordo de delação firmado por Janot com os criminosos da JBS pode ser anulado, Fachin pode ter que explicar sua relação com Ricardo Saud, o criminoso confesso por trás das manobras da JBS nos bastidores do poder e a Globo sai deste episódio como uma empresa golpista que nunca se preocupou com os destinos do Brasil.

Temer não é santo e ninguém morre de amores por ele. Mas no quesito assalto aos cofres públicos, está bem longe de bandidos como Lula e Dilma. Temer ousou contrariar interesses poderosos como os de dezenas de milhares ocupantes de cargos comissionados na administração pública, da classe artística que mamava na Lei Rouanet, dos sindicatos e das empresas campeãs nacionais que prosperaram durante os governos do PT, como a própria Globo, OI, Friboi, Odebrecht e outras tantas.  Para um mero presidente transitório, Temer até que conseguiu de forma relativamente rápida evitar que o país quebrasse, após a maior crise econômica desde a grande depressão dos anos de 1930. Reduziu a inflação, juros, conseguiu atrais novos investimentos para o país e até gerar empregos nos últimos meses antes da tentativa de golpe da Globo.

Ao menos nestes aspectos, o presidente contrariou interesses poderoso e contou o reconhecimento do povo. Atacar um mero presidente transitório agora significa fazer o jogo da esquerda corrupta e dos grupos que se acostumaram a mamar o dinheiro do contribuinte em troca de apoio para um pano de poder nefasto que pretendia implantar o socialismo no Brasil.

Ao contrário de outros meios de comunicação, o site Imprensa Viva não coaduna com interesses obscuros e também não morre de amores pelo governo Temer. O único compromisso de nossos editores é com a a democracia, com estabilidade política e econômica do Brasil. 2018 está logo ali. 
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