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Temer fica. TSE evita cassar chapa para manter estabilidade institucional.



O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes definiu a ação que julgava a ação de cassação da chapa Dilma/Temer, que está na pauta da corte há cerca de dois anos e meio. O teor da ação foi todo pautado nos crimes eleitorais cometidos pela ex-presidente Dilma e pelos integrantes do PT. Na ação, ficou comprovado que a chapa vencedora se elegeu através de escandalosos esquemas de corrupção do PT com empreiteiros, marqueteiros e empresários criminosos.

O constrangimento dos ministros se dividiu entre duas vertentes distintas. Por um lado, a sanha tardia em punir crimes vergonhosos perpetrados há mais de dois anos por Dilma e pelo PT. Por outro lado, ministros ponderavam que apenas coube ao então vice-presidente Michel Temer assumir o comando do país após o processo de impeachment que cassou o mandato de Dilma há cerca de um ano.

O clima do julgamento foi tenso e o constrangimento em punir Temer e a estabilidade política do país por conta de crimes notadamente perpetrados por Dilma e o PT durante a campanha eleitoral de 2014. Para piorar, o julgamento ocorreu justamente em meio ao ataque de instituições contra o atual governo, através de uma prematura e inconclusiva acusação de improbidade administrativa formulada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot e acatada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Temer se tornou alvo de uma intrincada rede de interesses a partir do controverso acordo de delação firmado pela PGR com o criminoso confesso, Joesley Batista.

Antes mesmo da divulgação da decisão do TSE, o presidente Michel Temer partiu para o confronto aberto contra Janot e Fachi, se negando a responder a perguntas baseadas na gravação feita pelo empresário Joesley Batista com um gravadorzinho da xuxa. Além das edições da gravação, da falta de indicações conclusivas de que Temer teria prevaricado e da falta de uma perícia oficial, Temer citou ainda em sua petição a necessidade de que o caso do acordo de delação fechado a toque de caixa por Janot com os bandidos da JBS seja investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Temer sai fortalecido politicamente do julgamento, após mais de um mês sobre ataque de setores do mercado financeiro, da Rede Globo e dos picaretas da empresa de consultoria Empiricus, através do site O Antagonista. A Globo e a Empiricus colocou seus empregados para pedir a renúncia de Temer durante semanas a fio.

A permanência de Temer no governo vai deixar muita gente com cara de tacho. Rodrigo Janot termina seu mandato em setembro e deve se tornar alvo de uma investigação por conta do acordo criminoso com os bandidos da JBS.

Ao mesmo tempo, a Polícia Federal já deu início à uma investigação sobre os crimes praticados pela JBS no mercado financeiro que precederam o vazamento de uma transcrição falsa da gravação divulgada pela Rede Globo.

Temer também já deu início à uma série de retaliações contra os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do Grupo JBS. Entre as medidas, estão o encerramento de uma linha de crédito na Caixa, o encerramento de um contrato com a Petrobras para fornecimento de gás para uma empresa do Grupo e o aumento do teto das multas da CVM de R$ 500 mil para R$ 500 milhões. A JBS é alvo de nada menos que nove processos na CVM, abertos após os crimes financeiros praticados na véspera do vazamento da transcrição criminosa feita pela Rede Globo.


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