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Temer desafia Fachin e Janot ao se negar a responder lista de perguntas. Em petição, exige investigação da PF e MPF



A defesa do presidente Michel Temer informou que ele não irá  responder as perguntas formuladas pela Procuradoria-geral da República. Com a decisão, Temer coloca Rodrigo Janot e Edson Fachin em uma situação bastante delicada. Em petição entregue nesta sexta-feira, 9, ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Temer refutou a possibilidade de respnder as 82 perguntas produzidas na PGR. O desafio de Temer vem no mesmo dia em que a Polícia Federal realizou uma operação para investigar a atividade criminosa da JBS no mercado financeiro, através do uso de informações privilegiadas compartilhadas com a Rede Globo.

Na petição, o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira afirma que “Com efeito, primeiro ele foi coadjuvante de uma comédia bufa, encenada por um empresário e criminoso confesso e agora está sendo objeto de uma inquirição invasiva, arrogante, desprovida de respeito e do mínimo de civilidade. O questionário é um acinte à sua dignidade pessoal e ao cargo que ocupa, além de atentar contra vários dispositivos legais, bem como contra direitos individuais, inseridos no texto constitucional.”

A defesa de Temer afirma que ‘o interesse do presidente, declarado desde o início, é o de que haja uma investigação que coloque às claras a verdade dos fatos’.

“É inadmissível que se faça uma avaliação desses fatos precipitada e maculada por paixões políticas ou ideológicas ou por partidarismos de quaisquer espécies, pois está em foco a dignidade e a honra do Chefe do Poder Executivo”, observa a defesa.

A defesa de Temer informa que questão da validade da gravação será discutida em momento posterior, indicando que o presidente aguardará a perícia que está sendo providenciada pela própria Polícia Federal.

A defesa de Temer questiona a manipulação da PGR e sugere que todos os aspectos relacionados a gravação, ao vazamento para a imprensa e até mesmo o controverso acordo firmado pela PGR com os irmãos Joesley e Wesley Batista, do Grupo JBS.

"Indicações seguras, já veiculadas pela imprensa e que deveriam estar sendo investigadas pelas autoridades policiais e pelo próprio Ministério Público, mostram que o diálogo em questão foi adredemente preparado, para despertar o interesse das autoridades em uma delação que, agora se viu, concretizou-se com a outorga de benesses inexplicáveis e inacreditáveis, se não fossem verdadeiras, e
inéditas, pois não outorgadas a nenhum outro delator. Estes ultrajantes benefícios agridem o senso de justiça do povo brasileiro e maculam a imagem do país no estrangeiro".

"O interesse do Presidente, declarado desde o início, é o de que haja uma investigação que coloque às claras a verdade dos fatos. É inadmissível que se faça uma avaliação desses fatos precipitada e maculada por paixões políticas ou ideológicas ou por partidarismos de quaisquer espécies, pois está
em foco a dignidade e a honra do Chefe do Poder Executivo".

Além dos argumentos apresentados na petição, a defesa alega que entre as perguntas, há indagações de cunho pessoal, familiar e particular que não possuem nenhum vínculo com a ação.

A briga comprada por Temer com Janot e Fachin promete expor fatos obscuros relacionados ao controverso acordo de delação do Grupo JBS.
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