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Teatro de Herman Benjamin comoveu o Brasil. Resultado do julgamento da história do TSE foi combinado desde abril



A performance dramática do ministro Herman Benjamin, relator do julgamento da chapa Dilma Temer no Tribunal Superior Eleitoral comoveu o Brasil durante o mais importante julgamento da história do TSE. Afinal, esta foi a primeira vez que a Corte se reuniu para decidir sobre o futuro do mandatário do país. A extraordinária atuação de Herman Benjamin à frente do caso fez com que muitos brasileiros se sensibilizassem com o dramalhão mexicano repleto de frases feitas para "bombar" nas redes sociais.

A oportunidade de brilhar nas telas e manchetes de todo o Brasil fizeram de Benjamin um ávido amante dos holofotes. Para garantir maior repercussão, o ministro explorou à exaustão frases óbvias sobre a necessidade de prevalecimento da "Justiça e da Verdade".

Parecia tudo muito lindo, não fosse a realidade dos bastidores de Brasília e do submundo das máfias que dominam as instituições do país. Benjamim é na verdade o maior responsável pelo controverso desfecho do julgamento. Ninguém ainda se deu conta de que tudo não passou de um teatro encenado diante dos olhos do povo. Com a cara mais deslavada, os atores assumiram seus papéis, a exemplo do que ocorre entre policias corruptos, onde o malvado cria dificuldades para que o bonzinho entre em cena "vendendo" facilidades. Algo bem típico da cultura nacional.

Benjamim fez a festa dos detratores de Temer, apesar de narrar uma série de crimes atribuídos exclusivamente à Dilma e ao PT. A Globo ficou repetindo as frases estúpidas por dias a fio. Mas a verdade é que qualquer advogado iniciante jamais ousaria tentar incluir provas, testemunhas e depoimentos não relacionados com a petição original de qualquer processo. E foi exatamente isso que Herman Benjamin fez. Simples assim.

Ao convocar como testemunhas os executivos da Odebrecht e o casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura, Benjamim colocou jogou qualquer expectativa sobre a legalidade do julgamento na lata do lixo. Embora alguns ainda insistam em acreditar que a manobra tenha sido fruto da inexperiência de Benjamin, a verdade é que estes atores coadjuvantes foram convocados justamente para dar maior visibilidade para o grande protagonista da peça encenada no plenário do TSE. Sem as frases extraídas dos depoimentos das "novas" testemunhas, Benajamin ficaria restrito ao esquema criminoso de Dilma e do PT com a Focal, a gráfica fantasma do "Garçom de Lula", Carlos Roberto Cortegoso, que acabou sendo inocentado por quem? Herman Benjamin.

O ministro, que viu neste julgamento a oportunidade de alcançar o estrelato dos magistrados e "brilhar" como Sérgio Moro, correu para levantar os sigilos dos depoimentos das novas testemunhas e furou até mesmo o STF, que ainda mantinha o sigilo dos depoimentos de Marcelo Odebrecht, João Santana e Monica Moura na Lava Jato. Seduzido pelos holofotes, Benjamim monopolizou os debates e falou praticamente sozinho durante os quatro dias do julgamento. Só para votar, Benjamin gastou 13 horas. Nem Fidel Castro falava tanto.

Ninguém ainda se deu conta de outro fato intrigante: o julgamento deveria ter sido concluído em abril, mas havia algum empecilhos imponderáveis. Os ministro Luciana Lóssio e Henrique Neves já haviam se definido pela cassação da chapa. No caso de Luciana Lóssio, ela já havia se decidido contra a divisão das contas de Temer das de Dilma e até pretendia antecipar seu voto pela cassação da chapa. O ministro Henrique Neves, outro indicado por Dilma, ainda era uma incerteza, segundo o próprio Gilmar Mendes admitiu ao relator do julgamento, Herman Benajmin.

A única forma de "contornar" estes dois inconvenientes seria adiar o julgamento e evitar a antecipação dos votos de Luciana Lóssio e Henrique Neves, que estavam no fim de seus mandatos como ministros do TSE e seriam substituídos por dois indicados por Temer, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira.

No dia 04 de abril, a maioria dos ministros do TSE decidiram "ampliar" o prazo para as alegações finais das defesas de Dilma e Temer. Quais ministros votaram pelo adiamento do julgamento? Herman Benajmin, Napoleão Nunes Maia Filho, Henrique Neves da Silva, Luciana Christina Guimarães Lóssio, Luiz Fux e Rosa Weber.

Quando o julgamento foi retomado na semana passada, os dois ministros indicados por Temer, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira, já ocupavam suas cadeiras no TSE. Os dois votaram pela absolvição da chapa, ao lado de Napoleão Nunes Maia Filho e Gilmar Mendes, a quem coube o voto de Minerva.

A decisão por este desfecho foi tomada ainda no mês de abril e os papéis de cada ministro ficou definido desde então. Por outro lado, as raposas do TSE deixaram aberta uma janela de oportunidade, caso algum dos atores trocasse suas falas e votasse pela cassação da chapa numa "decisão" de última hora. As defesas de Temer e Dilma poderiam contestar o resultado do julgamento no STF, graças a decisão Herman Benjamin de incluir novos depoimentos, testemunhas e provas que não constavam da petição inicial.

Enquanto o Brasil experimentava de formas diferentes o resultado do teatro encenado no plenário do TSE nesta sexta-feira, 09, os ministros se cumprimentavam por trás das cortinas da corte e se parabenizavam pelo brilhante desempenho de seus respectivos papéis. Benjamin foi parabenizado pelos colegas por sua fala brilhante: "Recuso o papel de coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão."
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